11/08/2017  às 09hs31

Educação

Alunos da Satc desenvolvem plástico comestível


Foto: Divulgação

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O cheiro e o paladar são agradáveis, a cara é de plástico, mas é possível comer. Assim é o biopolímero natural, ou plástico comestível, desenvolvido no curso técnico em Química da Satc. “Ele dura uns quatro meses no ambiente. É uma forma de reduzir os resíduos ambientais”, pondera a estagiária Jeisa Damasio, que estudou e aprimorou a fórmula aplicada.

A mistura de amido de mandioca, gelatina e água se transforma, quando aquecida, no biopolímero comestível. Depois é só deixar esfriar. “Demora entre dois e quatro dias para ficar firme e poder trabalhar”, afirma Jeisa.

No último mês, os testes foram aprimorados até chegar numa consistência e apresentação. Essa mistura é que será levada até a Feira de Ciência e Tecnologia (Fecitec) que ocorre dia 16 de agosto na Satc em Turvo. Os alunos Ana Caroline Teixeira, Carlos Henrique Colombo,Maria Laura Ghislandi eAna Luiza Milak, da 4ª fase do técnico em Química, apresentarão o experimento para os colegas. A feira inicia às 8 horas e é aberta à comunidade.

As pesquisas que envolvem os plásticos comestíveis são lideradas no Brasil pela equipe da Embrapa Instrumentação, da cidade de São Carlos (SP). Lá, os cientistas criaram polímeros a partir de frutas.

“Aqui temos a oportunidade de que nossos alunos pratiquem, busquem experimentar algo diferente. Usamos o plástico comestível para revestir alimentos, como uma maça. Isso contribui para que o alimento dure mais tempo”, explica a coordenadora do técnico em Química Jaqueline Sachet Macarini.


11/08/2017  às 09hs31