18/10/2017  às 14hs22 - Atualizado em 18/10/2017  às 14hs31

Política

Após coletiva com a imprensa, prefeitura emite nota de esclarecimento sobre caso de servidor público que é investigado em Orleans


Foto: Rádio Guarujá/Aquivo

Foto: Rádio Guarujá/Aquivo

"Não roubar, não deixar roubar e quem roubar colocar na cadeia são princípios básicos da nossa administração". Essa foi a declaração dada pelo prefeito, Jorge Koch, na manhã desta quarta-feira (18). Devido a situação que envolve um servidor público em relação a desvios que superam o valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), o prefeito detalhou o caso em uma coletiva à imprensa no paço municipal nesta manhã.

De acordo com Jorge Koch, nos anos de 2015 e 2016, ocorreram algumas ações, dentre elas a Operação Colina Limpa, concretizada na cidade que na época o ex-vereador, Mario Coan, atual vice-prefeito, juntamente com os demais vereadores encaminharam denúncias ao Tribunal de Contas sobre possíveis irregularidades praticadas pela antiga Administração Municipal, que por sua vez, as mesmas já estavam sendo investigadas pelo Gaeco, pela Policia Federal e Policia Civil. 

Em agosto deste ano, o Tribunal de Contas solicitou uma série de documentos para a Prefeitura de Orleans em relação a tal acusação que os vereadores haviam realizado. E nelas conforme explica o, Prefeito, teriam indícios que o chefe do setor de Recursos Humanos - RH da Prefeitura, estaria recebendo valores indevidos em sua folha de pagamento. 

"E nós da atual administração fizemos uma pequena investigação com vários documentos junto a agência bancária. E quando a agência nos forneceu um relatório percebemos que o tal servidor estava recebendo mais de R$ 100.000,00 reais, indevidamente em sua folha de pagamento", afirmou.

Com base nessas informações foi elaborado um dossiê o qual foi encaminhado ao Tribunal de Contas para que continuassem as investigações tendo em vista o crime praticado pelo servidor. "Percebemos que houve um crime foi então que o encaminhamos para a Delegacia de Policia de Orleans e também para o Ministério Público com o objetivo de que os fatos fossem apurados com precisão", disse Koch. 

O Administrador Público conta ainda que, ao receber toda a documentação o Delegado responsável instaurou o inquérito policial e posteriormente mandou para o Mistério Público, solicitando medidas cautelares, dentre elas a busca e apreensão no setor em que o servidor laborava.

Na última segunda-feira (16) a Policia Civil esteve na Prefeitura realizando a diligência de busca e apreensão de documentos, de modo a comprovar cabalmente as irregularidades, diligencia extensiva a residência do investigado. Ele foi levado até a delegacia para prestar esclarecimentos.

O inquérito que tramita na Delegacia será finalizado no prazo de 10 dias para que o Delegado forneça todas as informações cabíveis ao Ministério Público.  "Quero deixar claro que esta situação nos entristece, no entanto nós queremos trabalhar com uma pauta positiva, queremos melhorar a situação da população e toda irregularidade praticada foi executada nos anos de 2014, 2015 e 2016. E que deste o inicio no nosso mandato esse servidor não realizou nenhuma ação inadequada", garantiu. Os fatos ocorreram no governo anterior e o servidor está afastado judicialmente por um período de 60 dias, até que se concluam as investigações.


18/10/2017  às 14hs22