20/05/2019  às 11hs28

Geral

BR-101 tem alto índice de acidentes de moto

Jovens somam o maior número de motociclistas mortos nas rodovias federais de Santa Catarina, no ano passado.


Foto: Divulgação

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Um levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santa Catarina mostra que, no ano passado, as motos tiveram envolvimento em 40% dos acidentes, em rodovias federais. Elas representam apenas 21% da frota de veículos do Estado e transportam, no máximo, duas pessoas, mas estiveram em um total de 3.369 acidentes, com um saldo de 2.960 feridos e 105 motociclistas mortos.


A frota total de veículos registrados no Detran em Santa Catarina, em dezembro de 2018, era de 5.027.011. Destes, 815.300 eram motocicletas e 266.122 eram motonetas. Em 2018, ocorreram 8.478 acidentes nas rodovias federais de Santa Catarina, com um saldo de 9.240 feridos e 387 mortos.


Dentre os 40% de acidentes que tiveram o envolvimento de motos, 32% dos feridos eram motociclistas. Com relação aos mortos, 27% eram condutores de motos ou motonetas. Assim, para cada 1.000 incidentes com motos, houve um saldo de 878 motociclistas feridos e 31 motociclistas mortos.


As três rodovias mais perigosas


Em 2018, 105 motociclistas morreram em rodovias federais de Santa Catarina. Deste número, a BR-101 é a via que teve o maior número de óbitos: 37. Ele representa 35% do total. Em seguida, aparece a BR-470 com 24 mortos (23%), seguida da BR-282 com 21 mortos (20%) e a BR-280 com 14 mortos (13%). “A BR-101 é a rodovia mais movimentada, onde tem os grandes centros urbanos do Estado, como Tubarão e Criciúma. Muitos acidentes de moto acontecem nas áreas urbanas”, comenta Luiz Graziano, chefe de comunicação da PRF em Santa Catarina.


A faixa etária que mais apresenta óbitos é entre 21 e 25 anos: 24%. Em seguida, aparecem as pessoas de 26 a 30 anos: 14%. Assim, conclui-se que quase metade (47%) dos motociclistas mortos tinham entre 21 e 35 anos. Na sequência, o maior índice fica entre pessoas de 36 a 40 anos: 12%. “Motociclistas de 21 a 35 anos são os que mais utilizam o veículo e muitos usam para trabalho. Eles criam uma autoconfiança muito grande e dirigem apressados. Eles transitam entre os carros e acabam se envolvendo em acidentes graves”, finaliza Graziano.


 


Com as informações do Portal DN Sul.


20/05/2019  às 11hs28