16/08/2019  às 15hs24

Saúde

Casos de meningite viral são diagnosticados em Orleans

Conforme informações da Vigilância Epidemiológica de Orleans, os casos não são graves e estão sendo tratados.


Os sintomas da meningite viral assemelham-se aos de viroses mais comuns, como febre, diarreia e dor de cabeça, além de rigidez na nuca - Foto: Freepik

Os sintomas da meningite viral assemelham-se aos de viroses mais comuns, como febre, diarreia e dor de cabeça, além de rigidez na nuca - Foto: Freepik


Casos de meningite viral foram registrados em Orleans. A quantidade e a faixa etária dos pacientes não foram divulgadas. Conforme a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Orleans, Alana Patricio Stols Cruzeta, os casos não apresentam riscos aos pacientes, que estão sendo tratados.


De forma geral, a cobertura de vacina na AMREC está em 80%, em média. "Este não é um dado muito bom, pois há 20% do público-alvo sem vacina e esse é um risco para a população", observou Alana. Por isso, é importante que os pais verificarem as cadernetas de vacinação para garantir que a imunização está dia. "Na dúvida, podem procurar alguma sala de vacina para verificarem se não há nenhuma pendente para ser feita ", informou.


A meningite viral costuma ser caracterizada, em sua maioria, por um quadro clínico benigno. Isto é, menos grave. A grande maioria dos pacientes se cura sem sequelas. Em seu site, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) do Governo do Estado de Santa Catarina divulgou perguntas e respostas a respeito da meningite com o intuito de esclarecer as principais dúvidas da população. Confira abaixo:


1. O que é meningite?


A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. É uma doença contagiosa que pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, entre outros agentes infecciosos. Também pode ser causada por agentes químicos, como medicamentos.


2. Quais são os principais tipos de meningite?


Os principais tipos são: a viral e a bacteriana.


3. Qual a diferença da meningite viral para a bacteriana?


A meningite viral costuma ser caracterizada, em sua maioria, por um quadro clínico benigno, isto é, menos grave. Geralmente, não há tratamento específico. A grande maioria dos pacientes se cura sem sequelas. Os sintomas assemelham-se aos de viroses mais comuns, como febre, diarreia e dor de cabeça, além de rigidez na nuca.


Já a meningite bacteriana costuma ser mais grave e, dependendo dos casos, pode levar o paciente à morte em algumas horas após o aparecimento dos sintomas. Várias bactérias podem provocar meningite, porém o tipo mais grave é a causado pela bactéria chamada neisseria meningitidis (meningococo). Essa bactéria possui diversos sorogrupos. Em Santa Catarina, os sorogrupos circulantes são o B, C ,Y e W.


Santa Catarina contabiliza 27 casos de Doença Meningocócica em 2019, com 5 mortes. No mesmo período de 2018, o estado tinha 36 casos da doença com 6 mortes. A doença meningocócica (DM) pode ser considerada um evento raro. No entanto, pela possibilidade da ocorrência de casos graves com alta letalidade, com uma evolução aguda, ou pelo seu potencial epidêmico, poucas doenças têm tanto poder de causar pânico entre a população.


4. Quais os principais sintomas da meningite?


Os principais sinais e sintomas são: febre alta que começa abruptamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou mesmo hematomas. Em crianças menores de um ano de idade, esses sintomas podem não ser tão evidentes e os pais ou responsáveis devem atentar para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões.


5. Qual é a forma de contágio?


Nem toda meningite é transmissível, mas dentre astransmissíveis, o contágio se dá, geralmente, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Por isso, os casos da doença costumam aumentar nos meses de frio. Tosse, espirro, beijo e compartilhamento de itens pessoais podem transmitir as meningites. Nas meningites virais, também tem papel importante a transmissão fecal-oral - quando o vírus é eliminado nas fezes de um paciente, contamina a água ou alimentos, e pode entrar em contato com outra pessoa através das mãos.


6. Como tratar?


Primeiro de tudo, deve-se procurar atendimento médico. Após a avaliação médica e análise preliminar de amostras clínicas do paciente, este ficará internado e receberá tratamento de acordo com o agente causador da doença. No caso de meningite bacteriana, o tratamento será realizado com antibióticos específicos.


7. Como se prevenir?


Há diversas formas de prevenção. Entre elas: manter os ambientes bem ventilados e, se possível, ensolarados, principalmente salas de aula, quartos, locais de trabalho e transporte coletivo; lavar as mãos frequentemente com água e sabão; manter rigorosa higiene com pratos, talheres, mamadeiras e chupetas; e evitar aglomerações.


Além disso, é de extrema importância manter a carteira de vacinação em dia. No calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização estão disponíveis:


- Vacina Pentavalente: previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite e infecções por HiB Crianças: 1ª dose (2 meses) / 2ª dose (4 meses) / 3ª dose (6 meses)


- Vacina Pneumocócica 10 valente conjugada: previne pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo pneumococo Crianças: 1ª dose (2 meses) / 2ª dose (4 meses) / reforço (12 meses)


- Vacina Meningocócica C conjugada: previne doença meningocócica C


Crianças: 1ª dose (3 meses) / 2ª dose (5 meses) / reforço (12 meses) Adolescentes: reforço ou dose única entre 11 e 14 anos


- a vacina BCG: previne as formas graves de tuberculose, principalmente miliar e meníngea


Crianças: dose única ao nascer


Ao ser detectado um caso da doença meningogócica, a vigilância epidemiológica realiza a quimioprofilaxia – administração de medicamentos capazes de prevenir a infecção – nos contatos próximos – moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório (em alojamentos, quartéis, entre outros), comunicantes de creches e escolas, e pessoas diretamente expostas às secreções do paciente – evitando assim a transmissão para mais pessoas.


8. Onde se vacinar?


As vacinas estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde até as idades indicadas. Posteriormente, se faz necessários buscar na rede privada.


9. A meningite pode atingir pessoas de qualquer idade?


Sim. Crianças, adultos e idosos podem contrair meningite. O maior risco é no primeiro ano de vida.


16/08/2019  às 15hs24