22/10/2020  às 14hs40

Geral

Deputada Paulinha justifica voto contra prosseguimento do processo de impeachment


Foto: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

Foto: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL


A líder do Governo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputada Ana Paula da Silva (PDT), a Paulinha, justificou, em entrevista à Rádio Guarujá nesta quinta-feira, dia 22, o voto contra a instauração do segundo processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva (PSL). A continuidade, entretanto, foi aprovada com 36 votos favoráveis. Houve apenas dois contrários, além de uma ausência e uma abstenção.


Carlos Moisés foi denunciado no caso da compra dos 200 respiradores pelo valor de R$ 33 milhões pagos antecipadamente e sem garantia de entrega. As investigações que apuram a participação do governador seguem sendo realizadas e foi isso, conforme a deputada, que motivou seu voto contra o prosseguimento do segundo processo de impeachment. "Por que que se vai condenar uma pessoa antes de concluir a investigação? É uma coisa que não cabe na minha cabeça, não consigo entender”, declarou.


Outro assunto abordado em entrevista foi o apoio dela aos profissionais do setor de evento, visando intermediar as negociações da classe junto ao Governo do Estado. "Ainda que a gente tenha que manter os cuidados que todos já conhecem, a sociedade já decretou o fim do isolamento social. Isso a gente vê no dia a dia. No último feriado em Bombinhas, tivemos apenas mil carros a menos que no dia 28 de dezembro, que é um dos dias de maior entrada no município. A gente tem visto que as pessoas estão se mobilizando mais para sair. Então eu acho que sim, que é a hora de retomar o setor de eventos, mas com todos os regramentos necessários, observando sempre a curva de contágio", afirmou.


Por fim, a deputada, que também já foi prefeita da cidade de Bombinhas, falou sobre episódios de preconceito vivenciados por ela durante sua trajetória política. Entre eles, o da cerimônia de posse como deputada, quando foi alvo de comentários machistas em virtude da roupa escolhida por ela para a solenidade. “Toda mulher está sujeita a sofrer, em algum momento, algum tipo de preconceito. É evidente que ainda acontece comigo, em menor escala, mas acontece. Porém, quando encontramos um ponto de empoderamento pessoal, nada que do façam ou digam a nosso respeito nos faz abaixar os olhos. Eu sou uma mulher muito segura de mim e não me permito sentir o gosto do machismo. Eu luto contra ele diariamente, como muitas mulheres", ressaltou.


Confira a entrevista completa nesse link.


22/10/2020  às 14hs40