17/06/2019  às 09hs54

Geral

Em dois meses, 16,5 mil passageiros a menos

Operações da empresa no Aeroporto Regional de Jaguaruna estão programadas para retornar neste domingo, dia 16


Foto: Daniel Búrigo/TN

Foto: Daniel Búrigo/TN


Após exatamente 66 dias da suspensão das operações no Aeroporto Regional Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, a Latam volta com os seus voos neste domingo, dia 16.A empresa não pousa nem decola no local desde o dia 11 de abril, quando o avião com os prefeitos que voltavam da marcha, em Brasília, precisou aterrissar em Florianópolis. O motivo era a ausência do Corpo de Bombeiros em tempo integral. Com média de 250 passageiros por dia, de lá para cá, 16,5 mil pessoas deixaram de ser transportadas. Neste período, somente a Azul permaneceu operando.


Tudo pronto há 30 dias


Conforme o diretor da RDL Aeroportos, André Constanzo, as pendências foram resolvidas há pelo menos 30 dias. “Nós já estamos com tudo pronto. A Latam que precisou deste tempo para fazer todo o planejamento de voos”, diz.


Ainda para ele, o impacto da suspensão dos voos foi importante para a região. “O voo é uma ferramenta de trabalho. Os usuários não ficaram desatendidos porque temos a Azul, mas as precisaram fazer toda uma mudança de cronograma”, comenta.


A companhia aérea suspendeu os voos depois de divulgação do laudo Notam, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No final de maio, a Secretaria de Estado da Infraestrutura, confirmou a retomada das operações da companhia aérea após a Anac confirmar a aceitação do Termo de Compromisso proposto pelo Governo do Estado, para a normalização do tráfego aéreo. A Azul manteve as atividades normalmente.


Em comunicado, a Latam esclarece que a suspensão no aeroporto de Jaguaruna foi uma medida “totalmente alheia à sua vontade, mas necessária em virtude da suspensão na localidade do Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC)”. “O SESCINC é um item de segurança fundamental para a operação da Latam, que somente opera voos com a atuação adequada da brigada de incêndio. A segurança é um valor imprescindível para a Latam e todas as suas decisões visam garantir uma operação segura”, descreve o texto.


Para o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, o retorno das operações irá melhorar a mobilidade da região e os negócios. “Os nossos empresários, tanto os que vão para fora da região, quanto os que vêm terão maior facilidade. Houve uma perda muito grande, pois as pessoas adiaram as viagens, outras se deslocaram para Porto Alegre ou Florianópolis, aumento os gastos, o tempo, enfrentando o fluxo de trânsito”, comenta Dagostin, acrescentando que a economia do Sul catarinense sofreu durante estes mais de dois meses. “Tivemos muitos transtornos. A logística se tornou complicada. Temos muitos exemplos de pessoas que foram prejudicadas, tiveram compromissos adiados, entre outros problemas”, fala.


Agora, além de ter o retorno deste voo, lideranças da região buscarão ampliar a oferta, como aponta Dagostin. “O nosso trabalho junto à RDL e ao Governo Estadual é ampliar com um voo na parte da manhã, já que os dois são à tarde. A promessa da Azul é retornar em 1º de setembro para parte da manhã. A gente entende esta decisão, porque muitas vezes, no inverno, não se tem condições de voo de manhã”, explica.


O vice-presidente Regional Sul da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Diomício Vidal, nomeia as perdas como imensuráveis. “Aqueles que precisam do serviço para os seus negócios perderam bastante. O retorno é saudável para os empresários e para a população que estavam aflitos precisando se deslocar para outros locais e vem dar mais um ânimo. Vamos esperar que isso perdure, que a suspensão não ocorra novamente”, diz.


 


Com informações do Portal DN Sul.


17/06/2019  às 09hs54