22/02/2021  às 16hs17

Política

Entrevista com o presidente da Federação Catarinense de Munícipios (FECAM), Clenilton Pereira


Foto: Divulgação FECAM

Foto: Divulgação FECAM


O prefeito de Araquari e presidente da Federação Catarinense de Munícipios (FECAM), Clenilton Pereira, concedeu entrevista à Rádio Guarujá nesta segunda-feira, dia 22, para falar sobre a crise interna da entidade, gerada após as demissões de seis funcionários da instituição, que resultou na renúncia de seis prefeitos a cargos de diretoria.


“Quando assumimos, a proposta não só do Clenilton, mas de toda a executiva, era de fazer algo diferente, algo que impactasse nos munícipios, que trouxesse benefício”, declarou o presidente. Segundo ele, a mudança do nome do diretor executivo foi tomada em conjunto com os demais membros do Conselho Executivo. “Na sequência, começamos as mudanças administrativas e, algumas delas, se fez necessárias trocas, reavaliação de contratos e todo este processo. Acontece é que essas mudanças administrativas não têm necessidade de passar pelo Conselho Executivo como passou a mudança do diretor executivo. E algumas pessoas que saíram acabaram ficando descontentes, e isso é natural”, acrescentou.


Tais alterações chegaram ao conhecimento de alguns prefeitos, que ficaram insatisfeitos por não terem sido consultados. “Reunimos então a Executiva, eu expliquei a situação e eles concordaram com as minhas decisões juntamente com a diretora executiva. Porém, me questionaram do motivo de não terem sido consultados. Eu expliquei e alguns entenderam, outros não e saíram. Mas pra nós isso já é passado, vida que segue, já que vamos conseguir economizar R$ 1,3 milhão aproximadamente até o fim deste ano. Mas, mais importante que a economia, é o que levaremos de qualidade e eficácia para a gestão”, defendeu.


Na avaliação do prefeito presidente da FECAM, entre as razões para as demissões, estavam o fato de haver cargos desnecessários e acomodação por parte de alguns profissionais. “Isso acontece com qualquer empresa e na ´=área pública é pior ainda. Com o tempo, algumas pessoas vão se acomodando, independentemente se são boas ou ruins, competentes ou não. E isso atrapalha muito. O que a gente fez foi fazer as mudanças que nós entendemos ser necessárias. Nós tínhamos recepcionista em home office, isso é desproporcional, e pessoas há dez messes sem trabalhar, então não havia necessidade de estar ali. Então algumas mudanças precisou de reposição e outras não. E o principal disso tudo foi melhorar a FECAM”, declarou.


Entre as ações realizadas pela entidade, o presidente ressaltou a assinatura do protocolo de intenções com a Câmara Brasil-Rússia com objetivo de desenvolver relações econômicas e financeiras, em especial nesse momento, o interesse dos municípios pela compra da vacina Sputnik V, fabricada pelo Instituto russo Gamaleya, para imunização contra a Covid-19. Além disso, informou que reivindicações por região e conforme a vocação serão encaminhadas ao Governo Estadual e Federal, com o intuito de trazer investimentos para Santa Catarina.


Confira a entrevista completa neste link!


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