18/01/2021  às 12hs13 - Atualizado em 18/01/2021  às 15hs46

Geral

Especialista explica que cuidados devem ser mantidos mesmo após a vacinação contra a Covid-19


Foto: Justin Tallis / AFP

Foto: Justin Tallis / AFP


A nova variante do coronavírus, mais contagiosa, conformes os estudos, e a sua identificação por meio de testes foi tema de entrevista com o diretor do Laboratório Búrigo, Renan Grijó Búrigo, e a biomédica da empresa, Rafaela Zanette Tasca, nesta segunda-feira, dia 18, na Rádio Guarujá. Na ocasião, Renan explicou sobre como ocorre a mutação do vírus.


"O vírus não tem a mesma capacidade de modificação que têm, por exemplo, os animais, os seres humanos e as próprias bactérias. Eles são os seres mais simples do mundo. São compostos apenas de uma cápsula e dentro dela tem o material genético, que é o RNA, mais simples que o DNA, que seria o RNA duplicado. A multiplicação do vírus é feita pelo próprio hospedor, ou seja, pela própria pessoa contaminada. Como pessoas do mundo inteiro começam a produzir, em certo momento, ele causa um 'erro'. Quando um corpo começa a produzir um vírus 'errado' e ele continua se multiplicando, é aí que acontece uma mutação, gerando uma nova cepa, uma nova classificação de vírus”, detalhou.


Neste sentido, os profissionais informam que é bastante provável que seja necessária a reaplicação da vacina anualmente. Contudo, a definição dependerá da realização de estudos que serão feitos após a imunização inicial. Ainda de acordo com Renan, ainda não é possível garantir que haverá vacinação na rede privada de saúde no primeiro semestre de 2021. Em relação às vacinas que serão aplicadas pelo SUS, o empresário informou que não há motivos para duvidar da confiabilidade e eficácia.


“O único caminho que temos para sair da pandemia é se vacinando. Se não nos vacinarmos, continuaremos usando máscara, em isolamento social, muitas pessoas continuarão morrendo e as UTIs continuarão lotadas. Se a Anvisa liberou as vacina é porque elas são seguras", frisou ele. Entretanto, é importante reforçar que os cuidados deverão ser mantidos, pelo menos, durante os 15 dias após a segunda dose da vacina contra a Covid-19, pois é o tempo médio que o organismo produza resposta imunológica.


Confira a entrevista completa neste link.


18/01/2021  às 12hs13