25/05/2018  às 11hs01

Geral

Exército aguarda posição sobre greve

“Não temos tropa em prontidão. São notícias falsas, que viemos a público esclarecer. O que mantemos é o acompanhamento dos dados, para caso seja necessário atuar”, antecipa o comandante da 3ª Companhia de Infantaria do Exército Brasileiro, de Tubarão


Foto: Elariana Fernandes

Foto: Elariana Fernandes


A paralisação dos caminhoneiros, que ganhou ainda mais força na região Sul ontem, com mobilizações e bloqueios de vias, chega hoje ao seu quinto dia. 

A movimentação segue pacífica. No entanto, surgiram informações de que o Exército estaria se preparando para ir às ruas. O comando de Tubarão não confirma. 

“Não temos tropa em prontidão. São notícias falsas, que viemos a público esclarecer. O que mantemos é o acompanhamento dos dados, para caso seja necessário atuar”, antecipa o comandante da 3ª Companhia de Infantaria do Exército Brasileiro, de Tubarão, capitão Tadeu Poerschki Pacheco de Oliveira. 

O comandante informa que, até ontem, não havia sido recebido nenhum acionamento oficial para que a tropa de Tubarão tomasse algum posicionamento sobre a greve. “Não faremos nada sem ordem”, diz o comandante, e completa destacando que o trabalho no quartel segue normalmente para os soldados. 

O ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, afirmou ontem que o uso da Força Nacional para desbloquear rodovias interditadas por caminhoneiros em greve contra a alta do diesel só será feito quando a “capacidade das polícias se esgotar”. Ainda segundo o ministro, a Força Nacional não foi requisitada por nenhum estado até agora.


Caminhões-tanque chamaram a atenção


Um vídeo divulgado nas redes sociais que mostra caminhões-tanques do Exército passando pela BR-101, em Tubarão, chamou a atenção. Os veículos, escoltados pela Polícia Federal, circularam pela marginal da rodovia. Alguns saíam de um posto de combustível nas proximidades. 

Sobre o caso, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou que a  Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem feito apenas a escolta de caminhões-tanque até os aeroportos, para que possam abastecer aeronaves. A informação é do Diário do Sul.


25/05/2018  às 11hs01