10/09/2017  às 14hs25

Geral

Fogo em prédio público, mais um capítulo



Arquivo Engeplus

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Criciúma viveu neste domingo o quinto incêndio em prédio público em um espaço de oito anos. Começou com o CEI Lapagesse e o Hospital Materno Infantil Santa Catarina em 2009, passou pelo Paço Municipal, duas vezes abatido em 2015, e agora o Centro Cultural Jorge Zanatta, parcialmente destruído na manhã deste domingo.


“O incêndio no Lapagesse foi de proporções muito maiores, e em tempo recorde conseguimos recuperar a escola e entregar à comunidade”, lembra o prefeito Clésio Salvaro. Naquele sinistro ele estava nas primeiras semanas de governo.


“Houve outro, de proporções muito maiores, que é o do Paço”, recorda Salvaro. Neste episódio ele não era o prefeito, mas sim Márcio Búrigo. “Até hoje estamos trabalhando para tentar reconstruir. Temos uma perspectiva real de devolver ao uso em 6 de janeiro do ano que vem”, anuncia. “Foram alguns incêndios que marcaram, mas esse de hoje não é tão significativo, não trouxe prejuízo nenhum ao Centro Cultural”, reforça.


O prefeito lembra, porém, que essas ocorrências chamam a atenção para a morosidade do poder público. “São muitas amarras. Se não prefeitura a burocracia impede de começar a obra, imagina na União”, acentua Salvaro.


“Fosse um patrimônio particular e uma empresa viria, contrataria alguém para desmanchar a cobertura, seria uma obra de seis meses se fosse privada”, comenta o prefeito, referindo-se à restauração do telhado do Centro Cultural Jorge Zanatta cuja licitação está em andamento e as obras deverão começar em outubro, ainda sem previsão de data para conclusão. “É muito difícil para qualquer gestor prever em quanto tempo”, completa.


O primeiro: Lapagesse


A madrugada de 11 de fevereiro de 2009 foi marcada por um incêndio no CEI Lapagesse, no Centro. O fogo começou no forro de uma das salas e logo se alastrou pelo prédio todo. Os bombeiros levaram três horas para combater as chamas.


O segundo: Hospital Santa Catarina


Em abril de 2009 dois focos de incêndio alarmaram o Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC). Começou com fogo controlado por funcionários usando extintores em uma sala de arquivo morto e no mesmo dia, mais tarde, atingiu o setor de material hospitalar. Não houve feridos.


O terceiro: Paço Municipal


Na madrugada de 27 de maio de 2015 o fogo atingiu cerca de 500 metros quadrados do Paço Municipal, a partir de um foco na Divisão de Planejamento Físico Territorial (DPFT).
 
O quarto: Paço, de novo


No começo da tarde de 7 de junho de 2015 ocorreu o segundo e mais grave incêndio no Paço. Desta vez as chamas se alastraram por toda a estrutura e houve grave comprometimento na estrutura. As investigações apuraram que problemas elétricos causaram os sinistros.


Com informações do Portal Engeplus


10/09/2017  às 14hs25