08/11/2017  às 09hs28

Economia

Gasolina é reajustada e passa dos R$ 4 em postos de Florianópolis


Foto: Porthus Junior/Agencia RBS

Foto: Porthus Junior/Agencia RBS

Enquanto há apenas uma semana um motorista pagava R$ 3,43 no litro da gasolina no Centro de Florianópolis, nesta terça-feira precisou desembolsar R$ 4,04 pelo mesmo combustível. Em média feita em nove postos da Capital ouvidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no fim de outubro e consultados pela reportagem no fim da tarde desta terça-feira, o aumento foi de R$ 0,17 (4,56%). Apesar de nas refinarias a alta equivalente a 0,6% estar prevista para vigorar a partir da meia noite desta quarta-feira, alguns postos já anteciparam o repasse ao consumidor. 

O salto no valor da gasolina é reflexo do anúncio feito pela Petrobras na segunda-feira, quando a estatal fixou reajuste de 2,3% na gasolina e 1,9% no diesel. A expectativa do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis) é de que até o fim da semana a grande maioria dos postos já tenha feito o reajuste. Conforme o presidente do sindicato Valmir Espíndola, os empresários do setor já estavam há pelo menos dois meses segurando o preço. 

Segundo Espíndola, a gasolina que custava R$ 3,02 em agosto já estava em R$ 3,51 atualmente. Ele destaca que quando o aumento repassado pela estatal ao empresário fica entre R$ 0,01 e R$ 0,02, o valor não costuma chegar ao consumidor final. 

A oscilação dos valores, de acordo com Espíndola, se deve ao fato da nova política da Petrobras, que altera os preços dos combustíveis conforme a variação do petróleo no exterior e a cotação do dólar. Em nota divulgada segunda-feira, a estatal usou o aumento das cotações dos produtos e do petróleo no exterior como justificativa para mais um aumento. 

— O preço aumentou porque a Petrobras tem subido todo dia. De sexta-feira para cá, eles subiram R$ 0,10 só na gasolina, o preço de custo já estava em R$ 3,56. Os postos estavam retendo, até porque um dia subia, no outro baixava, mas agora o pessoal resolveu não represar mais porque não tem mais condições de segurar — diz.

Por fim, Espíndola ainda ressalta que não existe regra sobre quando e quanto reajustar o produto nas bombas, já que cada posto tem a própria política de preços.

 

Com informações do Jornal Diário Catarinense


08/11/2017  às 09hs28