08/08/2020  às 17hs54 - Atualizado em 08/08/2020  às 18hs50

Geral

Incêndio no Parque Nacional de São Joaquim mobiliza autoridades e preocupa moradores de Orleans

Combate aéreo e terrestre é inviável e, no momento, profissionais realizam o monitoramento. Ainda não é possível estimar o tamanho da área atingida.


Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros Militar

Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros Militar


Focos de incêndio, que há dois dias estão sendo avistados na comunidade de Três Barras, em Orleans, em uma área pertencente ao Parque Nacional de São Joaquim (PNSJ), tem causado preocupação aos moradores da localidade e mobilizado autoridades. Havia dois focos existentes. O primeiro na borda da serra geral, na área conhecida como "coração" (já extinto naturalmente), e o segundo mais próximo à Serra do Imaruí, na Trilha dos Tropeiros.


Para ambos os casos, o PNSJ conta com o apoio aéreo da Polícia Militar (Águia 4) e do apoio terrestre do Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). A PM apoiou pelo planalto e os bombeiros por Orleans. Através de análise, os profissionais concluíram que não é viável e nem seguro o combate por via aérea, devido à condição geográfica. Para o combate terrestre, o Corpo de Bombeiros também viu como inviável o acesso e posterior combate, devido à dificuldade de acesso.


O comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Laguna e supervisor de área do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, da região de Tubarão, 1º tenente Henrique José Schuelter Nunes, explicou que, para esta ocorrência, se faz necessário tanto o combate aéreo quanto o terrestre. Além da dificuldade de acesso, a distância do açude mais próximo ao foco do incêndio é de 10 quilômetros.


Distância entre o açude mais próximo e o foco do incêndio é 10 km

"É uma operação bem complexa, bem difícil, operação quase de guerra. Teria que montar uma piscina, algo assim ali perto. Considerando que não há casas próximo ao local e que, por enquanto, não há chance de chegar próximo a residências, vamos continuar monitorando o incêndio. Além disso, se desse para ter certeza de que seria possível combater em dois dias, por exemplo, a gente teria deslocado, mas é como enxugar gelo. O fogo fica transitando em volta da gente e a gente não combate", explicou o 1º tenente Schuelter.


Com isso, no momento, o que pode ser feito é o monitoramento do incêndio. "Acreditamos que o fogo irá se extinguir por si só, entre domingo e segunda-feira", apontou. Além de todos os profissionais envolvidas, os moradores de localidades do interior de Orleans estão prestando apoio para traçar uma estratégia e um trabalho de conscientização está sendo iniciado.


08/08/2020  às 17hs54