04/06/2019  às 15hs09

Geral

Junho Vermelho: esperança e voluntariado unidos em um único gesto

Campanha busca incentivar a população a doar sangue em um período em que captações costumam diminuir


Foto: Lucas Colombo/TN

Foto: Lucas Colombo/TN


Criciúma


De um pedido ouvido no rádio, há aproximadamente oito anos, surgiu o interesse de Rafael Borges de Freitas, de 30 anos, em ajudar outras pessoas por meio da doação de sangue. Desde então, sempre que possível, ele comparece ao hemocentro de Criciúma (Hemosc) para uma nova captação. No início, ele realizava a coleta normal, mas foi convidado a fazer doação por aférese. O processo, mais moderno e um pouco mais demorado, consegue coletar de uma só vez plaquetas suficientes para a transfusão de um adulto, possibilitando salvar ainda mais vidas.


Na tarde dessa segunda-feira, 4, Rafael esteve mais uma vez no Hemosc de Criciúma. Na porta da sala onde a doação de aféreses é realizada, um quadrinho destacava uma marca importante: 50 captações alcançadas por ele. “Eu faço mais por voluntariado mesmo. Simplesmente, é mais para ajudar. Eu posso doar duas vezes por mês, de 15 em 15 dias, então eu só cumpro os prazos e venho”, comenta Freitas.


Serviço de busca nos municípios


Na sala ao lado, junto a outras três pessoas, Tainara Lentz, de 31 anos, preparava-se para uma nova captação de sangue. Essa foi a segunda vez que a moradora de São João do Sul – que tem tipo sanguíneo O-, um dos que apresenta menor estoque em Santa Catarina – se desloca ao Hemosc. A primeira foi em fevereiro, por meio de uma ação realizada pelo grupo Pedalando pela Vida.


A distância entre o município e o hemocentro de Criciúma foi vencida por meio de um serviço disponibilizado pelo próprio Hemosc: um veículo é oferecido para buscar grupos de doadores nas cidades da região. “Foi o que me deu um estímulo. Porque a gente sempre tem vontade de doar, mas não tira tempo para isso. Ontem (domingo) minha amiga mandou uma mensagem perguntando se eu queria vir hoje (segunda-feira), porque ainda tinha vaga. Então decidi vir”, destaca.


Conforme a responsável pelo setor de captação de doadores do Hemosc de Criciúma, Maria Regina Boteon Buttner, o transporte é oferecidos a grupos de até 11 pessoas que queiram realizar a doação, diminuindo as barreiras e as distâncias. “Nós fazíamos coletas externas nos municípios. Mas, em meados de 2016, essas coletas acabaram. E aí a maneira que temos para dar acesso para essas pessoas doarem é o serviço de busca. É uma praticidade para aqueles que não conseguem se deslocar ou não sabem chegar até aqui”, explica.


Para ter acesso a esse serviço, o grupo precisa entrar em contato com o Hemosc e agendar um horário.


Ação para mobilizar a sociedade


Ações como essa ajudam a mudar o cenário de um mês historicamente marcado pela queda no número de captações de sangue. Por isso, para mobilizar a população em prol desse gesto voluntário e essencial, é realizado o Junho Vermelho. “Ele serve para conscientizar as pessoas para que elas venham ao Hemosc para normalizar o estoque. Hoje, por exemplo, precisamos reforçar o nosso estoque de O-, para termos segurança e conseguirmos atender todas as solicitações”, ressalta Maria Regina.


Segundo ela, alguns fatores contribuem para essa queda no número de doadores. “Com as doenças de inverno, o frio, o escurecer mais cedo, as pessoas não se sentem dispostas a vir”, pontua.


Quem quiser mais informações pode entrar em contato pelo telefone (48) 3444-7410.


 


 


Fonte: DNSul


04/06/2019  às 15hs09