17/05/2017  às 10hs09 - Atualizado em 17/05/2017  às 10hs43

Polícia

Júri popular de pai que asfixiou o próprio filho acontece nesta quarta-feira, em Orleans

O julgamento teve início por volta de 9h40min e não tem previsão de término


Foto: Elariana Fernandes

Foto: Elariana Fernandes

Começou por volta de 9h40min da manhã desta quarta-feira (17), na Câmara de Vereadores, de Orleans, o júri popular que vai julgar F. R. M. pelo crime cometido contra o próprio filho em 2016.

O jovem foi denunciado pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e fútil, asfixia e meio cruel e por ameaça por vias de fato contra a ex-companheira.

A investigação aponta que o pai, em um momento de muita raiva, tentou asfixiar o bebê por conta dos choros. Ao não conseguir com que o recém-nascido - à época com um mês de idade - ficasse calado com o sufocamento, o pai arremessou-o na cama.  A criança, na data da agressão, foi encaminhada de Orleans para Tubarão com um quadro de convulsão e falta de ar. As agressões aconteciam desde os primeiros dias de nascimento da criança.

Em 20 de março de 2016, o pai confessou o crime e foi preso preventivamente na cidade de Criciúma. “Ele relatou que estava vendo filme e o menino começou a chorar. Então, ele asfixiou o bebê no berço. Não tendo êxito em parar o choro, o pegou no colo, prensou entre os seus braços e arremessou brutalmente na cama. O bebê já caiu desacordado”, detalhou o psicólogo do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, Ricardo Roger Sanches, que acompanhou o caso na época.

Conforme o Delegado da Polícia de Orleans, Bruno Sinibaldi, na época, o homem não apresentou resistência ao ser comunicado da prisão. “Em seu interrogatório, ele se disse arrependido, mas não demonstrou esse sentimento. Ele permaneceu frio e indiferente em todo o momento”, aponta o delegado.

Relembre o caso

No dia 31 de Janeiro de 2016, o bebê orleanense foi brutalmente agredido pelo próprio pai quando tinha apenas um mês de vida.

Após a agressão, o bebê foi rapidamente levado para a Fundação Hospitalar Santa Otília - FHSC. “Essa agilidade salvou a vida dele. Daqui ele foi conduzido imediatamente para o Hospital Nossa Senhora da Conceição – HNSC, em Tubarão. Ele ficou alguns dias Unidade de Terapia Intensiva – UTI e aproximadamente um mês internado”, recordou o psicólogo.

A equipe de profissionais da Fundação Hospitalar Santa Otília – FHSO acionou o Conselho Tutelar de Orleans após atender o bebê de apenas um mês de idade que apresentava graves ferimentos na região da cabeça. Ele precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva – UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão.

Na segunda-feira, dia 1º, o Conselho Tutelar, na companhia da mãe do bebê, registrou um Boletim de Ocorrência – BO sobre o caso na Delegacia de Orleans. A mulher se limitou a informar que o seu companheiro e pai do menino seria o autor da grave agressão.

Apesar da boa recuperação e dos acompanhamentos médicos periódicos, ele acabou perdendo a visão do olho esquerdo e não há garantia de que não apresente mais sequelas ao longo do seu desenvolvimento.

Elariana Fernandes


17/05/2017  às 10hs09