22/11/2019  às 14hs09

Geral

Mais um caso de agressão a mulher em via pública

Vítima de agressão de Cleber Porfirio - popular Bigu, figura bastante conhecida em Orleans – tomou as medidas para que ele seja internado, visando evitar novos episódios de violência.


Bigu faz uso de medicação controlada por ser ex-usuário de drogas – Foto: Divulgação

Bigu faz uso de medicação controlada por ser ex-usuário de drogas – Foto: Divulgação


Ganhou repercussão em Orleans, nesta semana, mais um caso de mulher vítima de agressão de Cleber Porfirio, popular Bigu, 36 anos. Ele é uma figura bastante conhecida na cidade e é comum vê-lo andando pelas ruas. Bigu faz uso de medicação controlada por ser ex-usuário de drogas e tem apresentados comportamentos violentos.


A ocorrência foi registrada neste último sábado, dia 16, por volta das 10h30min. A vítima caminhava em frente ao cemitério quando foi atingida nas costas por um soco próximo à nuca, que fez com que ela se desequilibrasse e batesse a cabeça em um poste. Ela sofreu uma fratura no crânio, mas não corre risco. Contudo, as consequências do trauma ainda permanecem.


“Eu tenho que fazer minhas coisas, mas eu não consigo sair sozinha. Parei de fazer minhas atividades, estou afastada do trabalho, tenho um mestrado para qualificar. Eu tive taquicardia ontem quando cheguei em casa, fiquei extremamente nervosa pelo simples fato de atravessar a rua, porque parece que a todo momento vai vir alguém e te atacar. É um trauma. Eu olho pela sacada nessa semana e ainda vejo ele andando pelas ruas. Pode ser que ele ataque alguém novamente. É por isso que não dá de fazer de conta que isso não aconteceu. Ele precisa de um acompanhamento”, afirmou.


Caso servirá de alerta


Um Boletim de Ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia de Orleans e o Ministério Público também será acionado por ela visando a internação de Bigu. Apesar do episódio negativo, ela espera que o caso sirva para que uma atitude seja tomada e que não esperem que algo pior aconteça. Além disso, seu relato visa servir de conscientização e alerta para os demais moradores da cidade, em especial mulheres e crianças. “Precisamos agir com a prevenção e não aguardar as consequências. Poderia ter sido muito mais grave. Transformaram o Bigu em um meme, em um personagem engraçado na internet. Mas ele é uma pessoa doente, que precisa receber o tratamento adequado para não apresentar esse comportamento agressivo. Então não é brincadeira, deve se dar a devida seriedade a esta situação e os danos que pode causar”, ressaltou.


A vereadora Mirele Debiasi, que, entre outras causas, tem seu trabalho voltado à defesa das mulheres, se manifestou sobre o assunto. “Ela já é a quarta mulher agredida por ele na cidade que eu tenho conhecimento. Ela foi golpeada por ele, bateu a cabeça e está bem abalada. É um caso de agressão. Poderia ser contra um homem, uma criança, qualquer um. Isso mostra que ele não tem condições de conviver em sociedade nesse momento. Provavelmente, não está fazendo corretamente o uso dos medicamentos e está descontrolado e agressivo. Medidas urgentes devem ser tomadas, para o bem de todos e até para eles mesmo. Talvez fazendo uma internação e tratamento ele melhore, mas precisa sair de circulação até não oferecer riscos”, alertou.


Outros episódios de agressão vêm à tona


Assim que este relato ganhou repercussão, outros casos vieram à tona. A agente de saúde responsável pelo bairro onde reside a família de Bigu também foi uma das vítimas e contou que ela e a filha foram atingidas de surpresa com um soco na cabeça. Ela contou ainda que irmã responsável por ele tem a intenção de interna-lo, mas isso ocorre normalmente por somente 30 dias e depois ele é liberado. Outra mulher afirmou que sua irmã também foi agredida por Bigu após ele ter pedido um cigarro e ela ter negado. Conforme o relato, assim que ela virou as costas, ele a atingiu com um soco. Por sorte, um segurança que estava trabalhando no posto a defendeu. Outra ocorrência foi registrada há aproximadamente 15 dias. “A moça estava na emergência do hospital com o rosto inchado porque levou um soco dele na rua, enquanto caminhava com a mãe dela. Era um sábado de manhã”, relatou outra mulher.


CAPS já solicitou internação ao MP


A maior preocupação é o fato de ele normalmente atacar pessoas do sexo feminino e pelas costas, não dando chance de defesa às vítimas. Por conta disso, o apelo popular é para que providências sejam tomadas pelo poder público. A responsável pelo Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) de Orleans, Izis Motta, informou que ele recebe os atendimentos necessários e que a equipe já realizou todos os procedimentos cabíveis.


“Sentimos muito pelo ocorrido. Esta não é a primeira vez. Já foram tomadas todas as providências por parte do CAPS para a internação, agora não depende mais de nós, estamos aguardando”, informou, que disse que demais informações não podem ser repassadas à imprensa por serem confidenciais. O vereador Lucas Librelato também buscou informou junto ao CAPS e foi respondido através da nota: “Cleber Porfirio (Bigu) tem um prontuário impecável, de inúmeras tentativas de atendimento, buscas ativas, atendimentos domiciliares, relatórios, pedidos de internação. O relatório médico foi enviado ao Ministério Público em 03/10. Dadas às circunstâncias (falta de adesão ao tratamento, desestrutura familiar e risco à sociedade), foi feito, inclusive, pedido de internação em instituição de longa permanência”, adiantou.


Polícia Civil também tomou providências


O delegado de Orleans, Ulisses Gabriel, em agressão realizada anteriormente, a vítima optou por não representar criminalmente contra ele. “No registro feito esta semana, de modo acertado, a vítima desejou a representação, pois, caso contrário, ele continuaria. O exame de corpo delito foi realizado em Criciúma e a vítima foi ouvida. Diante disso, vou representar judicialmente pela sua internação provisória, já que não pode ser preso por ser ‘incapaz’ penalmente, chamado de inimputável em direito penal, mas pode receber medida de segurança caso ‘condenado’ (em direito penal se chama absolvição imprópria). O problema, na minha visão, é de saúde pública, sendo desnecessária a autorização judicial ou do MP para internação, desde que a família assim deseje, o médico psiquiatra autorize e alguém pague (no caso, pode ser o município”, explicou.


Redação Notícias JH


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