23/05/2019  às 16hs19

Geral

Municípios da região criam estratégias contra o Aedes aegypti

Número de focos do mosquito aumentou de forma expressiva no Extremo-Sul, especialmente em Araranguá. Na Região Carbonífera, Balneário Rincão chama a atenção das autoridades.


Foto: Daniel Búrigo/Arquivo

Foto: Daniel Búrigo/Arquivo


Nem a proximidade do inverno e a diminuição gradual das temperaturas têm abrandado a preocupação dos órgãos de saúde em relação ao mosquito Aedes aegypti. Apenas no Extremo-Sul do estado, em 2019, já foram registrados 180 focos do inseto em armadilhas, locais estratégicos e até em residências. O número é 32,5% superior ao contabilizado durante todo o ano de 2018, quando 136 focos foram identificados nessa microrregião.


Um dos municípios que apresenta quadro preocupante é Araranguá, onde já há 58 registros de larvas do mosquito – no ano passado, foram apenas dez casos. Os focos se concentram principalmente no bairro Mato Alto, com 37 pontos até agora. Para o agente de endemia e coordenador do Programa de Controle da Dengue local, Joelcio Anastácio, dois fatores devem ter influenciado para a situação chegar a esse patamar. “A condição do clima, com o último inverno quente e verão chuvoso. E o desleixo de duas residências que estavam com proliferação desde o inverno, mas que só tomamos conhecimento quando o vetor foi registrado em uma armadilha próxima”, elenca.


Segundo ele, os imóveis aparentavam estar limpos, mas possuíam materiais acumulados nos fundos do terreno, como louça sanitária e garrafas, que facilitaram o acúmulo de água e a proliferação dos mosquitos.


Ações para reverter o quadro


Desde que a situação começou a sair do controle, agentes de endemia do Município passaram a realizar ações estratégicas, como mutirões de limpeza e panfletagem. Nesta quinta-feira, 23, às 10h, uma reunião será realizada no auditório da Unidade Central de Saúde Bom Pastor para avaliar o cenário e discutir um plano para a redução desses índices, que enquadram Araranguá como um dos 85 municípios catarinenses considerados infestados. “Durante as visitas, encontramos situação de acumuladores e isso nos preocupa bastante. Há uma necessidade de trabalhar ações em rede”, comenta Anastácio.


Diminuição dos casos na Região Carbonífera


Ao contrário do Extremo-Sul, a Região Carbonífera apresentou redução no número de focos de mosquito nesses primeiros meses do ano. Até agora, foram identificados 18 casos de larvas do Aedes aegypti, contra 29 no mesmo período de 2018. “A situação em nossa região está bem controlada. Em relação ao restante do estado, ela é – se não a única – uma das poucas que conseguiu diminuir o número de focos”, comenta a bióloga do setor de Zoonoses da Regional de Saúde de Criciúma, Mariana Mantovani.


A maioria desses 18 casos está concentrada em Içara, com sete identificações. Porém, é outro município que chama a atenção da Gerência Regional. “O alerta maior é em Balneário Rincão, porque ele nunca apresentou foco e agora três foram identificados no último mês. E a equipe local não está conseguindo entrar nas casas, porque elas estão fechadas”, destaca Mariana.


Ação para coletar pneus


Até o fim desta semana, uma ação de combate ao mosquito está sendo realizada em Santa Catarina. O foco é o recolhimento de pneus inutilizados, já que eles favorecem o acúmulo de água. A iniciativa é realizada em parceria com a Reciclanip. Na região, há pontos de coleta conveniados em Araranguá, Balneário Arroio do Silva e Criciúma.


Focos do mosquito na Amrec – 2019:

  • Içara – 7
  • Balneário Rincão – 3
  • Forquilhinha – 3
  • Criciúma – 4
  • Lauro Müller – 1

Focos do mosquito na Amesc – 2019:

  • Passo de Torres – 65
  • Araranguá – 59
  • Sombrio – 34
  • Santa Rosa do Sul – 8
  • Balneário Arroio do Silva – 7
  • Maracajá – 4
  • Balneário Gaivota – 3

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