Janaina Alberton

Olá, meu nome é Janaina Veronezi Alberton, filha de agricultores, fato do qual me orgulho muito. Sou formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Santa Catarina-UDESC. Tenho pós-graduação em Gestão Ambiental e Mestrado em Ciências do Solo. Trabalho no Centro Universitário Barriga Verde-UNIBAVE na coordenação do curso de Agronomia.

Amo o cheiro dos campos, das plantações, da terra, e é por isso que estou sempre antenada ao que está acontecendo no meio rural. Me acompanhe aqui no Ligado no Sul e fique por dentro de tudo o que está acontecendo nesse meio tão inconstante e surpreendente!!

05/11/2015  às 15hs37

Produção e cultivo de tomate de mesa


Foto: Divulgação/Internet

Foto: Divulgação/Internet

A produção de hortaliças Brasileiras vem mostrando seu potencial agrícola nos últimos anos, apresentando evoluções satisfatórias e se apresentando como ótima opção para o pequeno produtor rural se destacando no agronegócio brasileiro. No ano de 2011 a produção total de hortaliças Brasileiras foi de 19,2 milhões de toneladas, movimentando em torno de R$25,0 bilhões no país.

Um destaque para o pais neste setor, é o cultivo do tomate  de mesa, que está presente em diversas regiões agrícolas. O tomate é considerado uma das olerícolas mais difundidas no mundo, pois além de ser uma commodity mundial, seu mercado se apresenta constantemente em expansão. Em 2013, o Brasil produziu cerca de 4 milhões de toneladas de tomate numa área de 60 mil hectares. Deste total, 24% foram destinadas à indústria de processamento e o restante para o consumo in natura. 

O consumo de tomate de mesa, ou in natura, está concentrado nos grandes e pequenos centros urbanos, aonde a estrutura de atacado e de varejo tem a responsabilidade de ofertar diferentes tipologias de tomate para os consumidores. É notável a extrema importância do tomateiro de mesa, pois este está presente quase que todos os dias na mesa dos brasileiros, em diversas formas, desde extratos, molhos, conservas e in natura.

Para o plantio do tomate de mesa existe a necessidade de implantação de novas tecnologias, desde a escolha da variedade a ser utilizada, pois devido à alta exploração dos recursos genéticos hoje se pode encontrar no mercado centenas de cultivares de diversas características, até o método de aplicação de fungicidas, adubação e comercialização do produto, pois o uso indiscriminado de insumos agrícolas contribuiu para a elevação dos custos de produção.

No Brasil, em equidade com a expectativa de altas produtividades, a cada dia mais se observa o uso crescente de fertilizantes minerais na agricultura. A quantidade de fertilizantes comercializada por área plantada, no país, mais que dobrou entre 1992 e 2010, passando de 70 kg por hectare em 1992 para mais de 150 kg/ha em 2010, e independente do crescimento em área cultivada houve um aumento significativo do volume de adubo por unidade de área, o que denota a sobrecarga de nutrientes que está sendo direcionada às culturas, bem como os resíduos remanescentes das mesmas sobre o solo.

A partir destas observações, surge a necessidade de se identificar técnicas que diminuam estes custos e que proporcionem aumento de qualidade e produtividade da cultura do tomate de mesa com consequente aumento de rentabilidade final do produtor.  Uma nítida carência a campo observada, é a falta de controle de custos de produção e a falta de análise econômica em relação ao manejo da cultura que o produtor apresenta. Muitos chegam ao final de sua produção sem o balanço de custo e benefícios que a safra lhe proporcionou.

A cultura do tomate, sofre diversas influências, como flutuações do preço final, condições climáticas, lei de oferta e procura, etc., tornando-se uma cultura considerada de risco. Desta forma, procurar ajuda técnica, ajuda de um Engenheiro Agrônomo, irá além de esclarecer muitas dúvidas que o produtor possa ter, garantir que o produto final traga uma renda líquida satisfatória, e com isso, esta cultura se torna mais uma alternativa rentável ao nosso produtor rural.


05/11/2015  às 15hs37