04/10/2017  às 10hs32

Educação

Professores contestam nova maneira de distribuição de aulas no Estado


Foto: Divulgação

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A Secretaria de Estado da Educação (SED) alterou a maneira de distribuição de aula e o reordenamento dos professores efetivos para o próximo ano letivo e a medida não agradou os profissionais que, ontem, solicitaram apoio dos vereadores de Criciúma para intervenção junto aos deputados estaduais e Governo do Estado.

A alteração está proposta em Oficio Circular e se baseia na Lei Complementar nº 668/2015. Os principais pontos são que a base da distribuição de aulas será a carga horária do concurso público, e que a possibilidade de complementação de carga horária em outra disciplina de habilitação do professor, será somente depois de todos os profissionais terem escolhido a disciplina titular do concurso. Fato que diminuirá a carga horária dos professores.

A diretora da Escola Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião, Juraci Broca, participou da comitiva que esteve ontem na SED. Ela explica que com a mudança muitos professores, que hoje possuem uma carga horária de 40 horas passarão para 10 horas afetando diretamente na vida de cada um desses profissionais.

A atual legislação permite que professores que foram concursados com determinada carga horária possam ir agregando aulas ao longo da carreira. Com a nova determinação, volta-se à carga horária do concurso. A medida também afeta os professores readaptados, que poderão ficar sem aulas ao longo do ano.

Os vereadores se sensibilizaram ao pedido dos professores e prometeram cooperar no que for necessário. O deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) também se manifestou contrário à decisão da SED. “Percorri 150 municípios catarinenses e visitei muitas escolas, ouvindo professores, diretores e assistentes técnicos pedagógicos e a reclamação é geral. Os professores que não conseguirem completar sua carga horária na escola de sua lotação, deverão completá-la em escolas localizadas até, no máximo, 20 quilômetros de distância, o que está sendo desrespeitado no item 17 da orientação”, declarou o deputado.

A distribuição da carga horária obriga a complementação em outras escolas e a redução da carga horária dos professores. No entanto, para o parlamentar, o professor não pode ter sua carga horária reduzida quando não houver a disponibilidade da disciplina titular. “A aplicação da nova lei, na prática, não vem trazendo benefícios a educação catarinense. Ao contrário, impacta fortemente nos professores e, hoje, o que vemos é o descontentamento generalizado nas unidades escolares”, coloca.

“Se o professor se recusar a se enquadrar nas orientações da Secretaria de Estado da Educação terá sua carga horária reduzida. Não concordamos com a forma unilateral de distribuição de carga horária para 2018 em desarmonia com uma gestão de ensino democrática e salutar. Esperamos e apelamos para que inicie imediatamente o diálogo com os professores na busca de saídas que contemplem os dois lados, sob pena de deflagração de movimentos e de greve da categoria”, alertou Minotto.

 

Com informações do site Clicatribuna


04/10/2017  às 10hs32