10/10/2017  às 09hs26

Educação

Professores participam de paralisação hoje em Florianópolis


Foto: Rony Ramos/Agência AL

Foto: Rony Ramos/Agência AL

Para lutar contra as orientações impostas pelo governo de Santa Catarina no que se refere à educação a partir do próximo ano, professores da rede estadual de escolas da região irão para Florianópolis, hoje, participar de um ato público. Com isso, alguns estudantes terão as atividades afetadas.

A classe irá reivindicar contra as mudanças propostas principalmente no plano de carreira, o que pode afetar, futuramente, a qualidade do ensino. Devem sair da Amurel quatro ônibus lotados, sendo três de Tubarão e um de Braço do Norte.

“O governo do Estado quer mexer no nosso plano de carreira novamente. Quer reduzir a carga horária do professor efetivo, quer que a complementação de carga horária seja temporária e que essa complementação seja em vaga vinculada, além de querer fazer com que o professor readaptado perca a lotação em sua escola de origem”, diz uma professora, indignada, que preferiu não se identificar.

No que se refere ao docente readaptado, ou seja, aquele que está em outro setor por motivo de doença, o governo está exigindo que estes profissionais voltem para a sala de aula ou percam a locação. “Eles querem que este professor passe a ser vinculado com a Gered, e fique à disposição na escola que tiver vaga ou aula. Isso é um absurdo”, aponta a professora.

Segundo a docente, os professores estão inseguros devido à desvalorização profissional e às perdas de direitos adquiridos. “Como professora, peço aos pais e responsáveis que nos apoiem e se engajem nessa luta, porque essas mudanças vão afetar o lado mais fraco e a qualidade do ensino vai decair”, reflete. 

Com a ida dos profissonais a Florianópolis hoje, a intenção é demonstrar a insatisfação e reivindicar pelos direitos. “Vamos pressionar o governo de modo que volte atrás nas orientações. Aliás, isso também irá recair para os ACTs (contratados em caráter temporário), porque não irá sobrar aulas”.

Algumas unidades escolares da região fizeram um horário especial para os alunos, como forma de mantê-los com atividades hoje. Em outras escolas, os alunos de turmas cujos professores aderiram à paralisação foram dispensados.

Gered

De acordo com o gerente regional de Educação, Jaime Ondino Teixeira, cada escola da região irá avaliar a situação de ausência dos profissionais que aderirem à paralisação de hoje. “Se for necessário, a unidade irá dispensar os alunos. No entanto, a secretaria de educação ainda não enviou orientação sobre que tipo de falta será dada aos professores ausentes”, explica.

No que se refere ao professor 2 (cargo que sofreria mudanças nas orientações do governo de SC), o Estado vai manter. Porém, ressalta o gerente, os alunos com TDH, transtorno de deficit de atenção e hiperatividade não terão direito a ele. “Na lei da deputada Carminatti, este ato foi considerado inconstitucional, porque o Legislativo não pode criar uma lei que envolve orçamento. A resolução 100, do Conselho Estadual de Educação, regulamenta esse trabalho e não os alunos com TDH. Os demais alunos com deficiência continuam sendo atendidos normalmente”, diz.

 

Com informações do Jornal Diário do Sul


10/10/2017  às 09hs26