21/05/2019  às 10hs54

Geral

Salários atrasados ameaçam atendimentos no HMISC

deas pede que Governo do Estado faça aporte de R$ 700 mil para que médicos sejam pagos e não paralisem os serviços



Os médicos que atendem no Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), de Criciúma, podem paralisar os serviços a qualquer momento. O motivo é o atraso no pagamento dos salários, que já deveriam ter sido quitados no dia 10 de maio. Até o momento, o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), que administra o hospital, conseguiu depositar apenas 25% do valor total devido aos profissionais.


“Se não conseguirmos fazer esse pagamento, o risco de paralisação é iminente. Estamos tentando ao máximo achar uma solução para que o serviço não seja paralisado”, declara o superintendente do Ideas, Sandro Demétrio.


Os recursos utilizados para a manutenção do HMISC vêm do Governo do Estado. Em 2018, quando a maternidade foi aberta, o valor definido para a continuidade de todos os atendimentos do hospital foi de R$ 3,2 milhões mensais. Esse total, no entanto, ainda não está sendo repassado. Segundo Demétrio, a média de pagamento mensal tem sido de R$ 2,2 milhões.


“Estamos recebendo 70% do valor contratualizado, isso porque ainda não começamos alguns serviços, como as cirurgias eletivas, por exemplo, mas nós nem estamos pedindo que o Estado repasse o valor total, o que nós pedimos é um complemento de R$ 700 mil para poder regularizar os salários dos médicos”, relata.


Acima da capacidade


O superintendente do Ideas argumenta que, apesar de ainda não ter alguns serviços disponíveis, outros estão atendendo acima da capacidade. “No pronto-socorro a contratualização é de três mil atendimentos por mês, mas nós estamos atendendo o dobro, estamos com uma média de mais de seis mil atendimentos mensais”, pontua.


Na maternidade o cenário também é de lotação. “Atingimos esse mês a marca de mil partos, estamos com uma média de 250 nascimentos por mês, o que era o planejado. E estamos atendendo com 100% da nossa capacidade de leitos”, observa.


Ele comenta, ainda, que a recente crise no Hospital São Donato, de Içara, que ameaça paralisar as atividades da maternidade por conta da interrupção de repasse do Governo do Estado, também afetou as atividades no HMISC. Gestantes buscaram a unidade criciumense com medo de não conseguir o atendimento em Içara.


 


Com informações do Portal DN Sul.


21/05/2019  às 10hs54