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XBB.1.5: a nova variante do coronavírus que chegou no Brasil

Por Ligado no Sul06/01/2023 16h15

A nova variante do coronavírus, responsável pelo aumento recente de casos nos Estados Unidos, já chegou ao Brasil.

O primeiro caso foi identificado na última quarta (4), mas é provável que a XBB.1.5 já esteja circulando pelo país, segundo especialistas. Ela foi considerada a mais transmissível até agora pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A XBB.1.5 está se espalhando rapidamente principalmente em lugares em que a cobertura vacinal de quarta dose (ou segundo reforço) está baixa. Por isso, o Brasil deve estar alerta para uma possível subida de casos nos próximos dias.

Segundo o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda, a variante é mais transmissível por apresentar uma mutação na proteína S (ou espícula, utilizada pelo vírus para entrar nas células do hospedeiro) que gera mais afinidade ao receptor na célula, chamado ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2). “Essa mutação leva a maior transmissibilidade, replicando no organismo humano com mais eficiência”, afirma.

A XBB.1.5 surgiu de uma recombinação de duas subvariantes da BA.2 da ômicron e chegou a 40,5% das amostras do vírus sequenciadas nos EUA até o dia 31 de dezembro, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano.

Por aqui, embora as análises de sequências sejam feitas em menor escala, a variante dominante continua sendo a BQ.1 e suas descendentes. Éprovável, porém, que a XBB.1.5 também consiga superar a BQ.1 dada a sua capacidade de espalhamento.

Ainda de acordo com Croda, como neste período de férias muitas pessoas viajam para fora do país, especialmente para EUA e países da Europa, uma ação nos aeroportos para monitorar a sua disseminação deveria ser implementada. “A vigilância genômica adequada ajuda a identificar sempre que necessário a introdução de novas variantes e monitorar a circulação delas.”

Além da preocupação sobre a velocidade com que ela se dissemina, a variante traz mutações com o chamado escape imunológico, isto é, quando ela consegue driblar a proteção de anticorpos conferida por vacinação ou infecção prévia.

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