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BLOG

Ana Maria Dalsasso
Educação

É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.

Meio Ambiente: Entre a Retórica e a Realidade. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso08/06/2026 15h05
Imagem gerada por IA

Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente convida a sociedade a refletir sobre uma das questões mais urgentes do nosso tempo: a relação entre o ser humano e a natureza. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um alerta sobre os danos acumulados ao longo de décadas de exploração desordenada dos recursos naturais.

Os problemas ambientais que hoje ameaçam o planeta não surgiram de forma repentina. São resultado de um processo histórico marcado pelo crescimento econômico sem planejamento, pelo consumismo excessivo e pela falsa ideia de que os recursos da natureza seriam inesgotáveis. Florestas foram derrubadas, rios contaminados, solos degradados e espécies extintas em nome de um progresso que, muitas vezes, ignorou os limites impostos pela própria natureza.

Grande parte dessa realidade decorre dos abusos cometidos pelo homem. A busca incessante pelo lucro, a exploração predatória dos recursos naturais e a ausência de uma consciência ambiental efetiva transformaram o meio ambiente em vítima de interesses imediatistas. Enquanto a natureza trabalha em ciclos lentos de renovação, a ação humana frequentemente atua com velocidade destrutiva, deixando marcas difíceis de reparar.

No Brasil, embora existam leis ambientais relativamente avançadas e uma vasta legislação voltada à preservação, nem sempre as políticas públicas alcançam os resultados esperados. Não são raras as denúncias de favorecimentos, corrupção, licenças concedidas de forma questionável e projetos que colocam interesses econômicos acima da proteção ambiental. Quando decisões são tomadas visando vantagens políticas ou benefícios financeiros para grupos específicos, o patrimônio natural da nação torna-se refém de interesses particulares, em prejuízo do bem comum.

Além disso, observa-se uma contradição preocupante: fala-se muito em sustentabilidade, preservação e responsabilidade ambiental, mas as ações concretas frequentemente ficam aquém dos discursos. Multiplicam-se campanhas, conferências e declarações de compromisso, enquanto problemas como o descarte inadequado de resíduos, o desmatamento ilegal, a poluição dos cursos d’água e a degradação dos ecossistemas continuam presentes. A teoria avança; a prática, nem sempre acompanha.

Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável: que futuro estamos construindo hoje? O mundo que as próximas gerações herdarão está sendo moldado pelas escolhas atuais. Se prevalecerem a negligência, o imediatismo e a exploração irresponsável, o preço será pago por nossos filhos e netos. Por outro lado, se houver compromisso real com a preservação, fiscalização séria das leis, educação ambiental e responsabilidade coletiva, ainda será possível garantir um futuro mais equilibrado.

O Dia Mundial do Meio Ambiente deve ser, portanto, um momento de reflexão, mas também de ação. A natureza não necessita de discursos eloquentes; necessita de atitudes concretas. Afinal, o futuro não é uma realidade distante: ele começa a ser construído pelas decisões que tomamos hoje.

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Entre a Ideologia e a Realidade da Maternidade. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso26/05/2026 15h00
Foto/ Marcelo Camargo – Agência Brasil

A publicação da nova Carteira da Gestante 2026 pelo Ministério da Saúde reacendeu um debate que ultrapassa as questões administrativas e alcança temas fundamentais para a sociedade: a valorização da maternidade, a proteção da vida e o papel da família na formação humana.

Sob uma perspectiva conservadora, causa preocupação a substituição de termos historicamente ligados à maternidade por expressões genéricas que, na prática, acabam diluindo a identidade da mulher como mãe. A mulher não é apenas alguém que gesta. Ela é mãe. É quem carrega um filho em seu ventre, enfrenta as transformações da gravidez, dá à luz, alimenta, protege, educa e acompanha o desenvolvimento de seus filhos. A maternidade representa uma das mais nobres experiências humanas e merece reconhecimento, respeito e valorização.

Ao longo da história, a figura materna ocupou lugar central na constituição das famílias e das sociedades. É no colo da mãe que a criança recebe as primeiras lições de afeto, cuidado e convivência. Desvincular a gestação da maternidade significa ignorar uma realidade biológica, afetiva e social que acompanha a humanidade desde seus primórdios.

Outro aspecto que desperta inquietação é a percepção de que determinados conteúdos presentes na nova carteira podem abrir espaço para a ampliação de discussões relacionadas ao aborto. Para aqueles que defendem a vida desde a concepção, qualquer medida que enfraqueça a cultura da proteção ao nascituro representa um retrocesso moral e social. A vida humana é um valor inegociável e deve ser defendida em todas as suas etapas.

A família continua sendo o maior patrimônio da humanidade. É nela que se formam valores, princípios e referências que orientam a convivência social. Quando a família é fortalecida, toda a sociedade se fortalece. Quando é enfraquecida, multiplicam-se os problemas que hoje afligem os lares, como a violência, a desagregação familiar, a perda de referências éticas e a banalização da vida.

Mais do que debates ideológicos, o momento exige reflexão e responsabilidade. É necessário que a sociedade participe ativamente dessas discussões, defendendo aquilo que considera essencial para a preservação da dignidade humana. Valorizar a mãe, proteger a vida e fortalecer a família não são posições ultrapassadas; são compromissos que atravessam gerações e permanecem fundamentais para a construção de um futuro mais humano e mais justo.

Resgatar o respeito pela maternidade e pelos valores familiares significa reafirmar aquilo que há de mais precioso na experiência humana: o amor que gera, acolhe, educa e transforma vidas. Afinal, nenhuma sociedade prospera quando se afasta de suas bases mais sólidas, e a família continua sendo a principal delas.

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.

 

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Dia Mundial da Língua Portuguesa. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso13/05/2026 14h20
ONU News/Alexandre Soares

Dia 5 de maio celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa, data instituída pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2009 e reconhecida oficialmente pela UNESCO em 2019. A comemoração tem como objetivo valorizar a língua portuguesa como patrimônio histórico, cultural e identitário dos povos que a utilizam. Mais do que um instrumento de comunicação, a língua representa a memória, os costumes e a própria essência de uma nação.

A CPLP é composta por nove países: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Timor Leste e Cabo Verde.

O português é atualmente uma das línguas mais faladas do planeta, presente em diversos continentes e unindo milhões de pessoas por meio da palavra. Entretanto, sua importância vai muito além dos números. A língua é responsável por transmitir conhecimentos, preservar a história e fortalecer a identidade de um povo. Quando um país perde o respeito por sua língua, enfraquece também o vínculo com suas raízes culturais e históricas.

Nesse contexto, torna-se indispensável refletir sobre a necessidade do domínio correto da língua portuguesa. Falar e escrever adequadamente não deve ser visto como privilégio de poucos, mas como um direito e um dever de todo cidadão. O uso correto da língua amplia oportunidades, favorece a comunicação, fortalece o pensamento crítico e contribui para a formação intelectual das pessoas. Uma sociedade que valoriza sua língua investe, consequentemente, em educação, cultura e cidadania.

Infelizmente, percebe-se atualmente certo descuido com o idioma. O excesso de abreviações, a influência descontrolada das redes sociais e o empobrecimento do vocabulário têm contribuído para a banalização da linguagem. Evidentemente, a língua acompanha as transformações da sociedade e está em constante evolução; porém, modernizar-se não significa abandonar a norma culta nem desprezar a riqueza linguística construída ao longo dos séculos.

Respeitar a língua portuguesa é respeitar nossa própria história. É reconhecer o valor dos escritores, educadores e pensadores que ajudaram a construir nossa identidade cultural. Cabe à escola, à família e aos meios de comunicação incentivar o gosto pela leitura, pela escrita e pelo conhecimento linguístico, despertando nas novas gerações o orgulho de falar corretamente o idioma que herdamos.

Celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, portanto, é muito mais do que lembrar uma data comemorativa. É reafirmar a importância da palavra como instrumento de união, conhecimento e preservação cultural. Afinal, um povo que valoriza sua língua preserva sua identidade e fortalece seu futuro.

 

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.

 

 

 

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Um País que não lê, não pensa. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso28/04/2026 15h00
Imagem/Freepek

Em tempos de excesso de informação e escassez de reflexão, celebrar o Dia Mundial do Livro, em 24 de abril, é mais do que uma homenagem simbólica,  é um chamado urgente à consciência. O livro, em sua essência, não é apenas um objeto cultural: é instrumento de formação, de liberdade e de transformação social.

No entanto, o cenário brasileiro preocupa. Mais da metade da população não cultiva o hábito da leitura, e o país, aos poucos, vai se afastando de uma prática que desenvolve o pensamento crítico, amplia horizontes e fortalece a cidadania. Um povo que lê pouco tende a questionar menos, a compreender menos e, consequentemente, a ser mais vulnerável à manipulação e à superficialidade.

Nesse contexto, o papel do educador é decisivo. Professores que não leem dificilmente formarão leitores. O exemplo ainda é uma das ferramentas mais poderosas no processo educativo. É por meio do contato com mestres leitores que muitos jovens descobrem o prazer da leitura e passam a enxergar o livro não como obrigação, mas como oportunidade de crescimento pessoal.

Ao mesmo tempo, vivemos a era das telas, onde o tempo é consumido por conteúdos rápidos, fragmentados e, muitas vezes, superficiais. A leitura digital voltada apenas ao entretenimento, e frequentemente permeada por desinformação, não substitui a profundidade que um livro oferece. Enquanto as redes sociais estimulam a pressa, o livro convida à pausa, à reflexão, ao mergulho interior.

Resgatar o valor do livro é, portanto, um compromisso coletivo. É preciso incentivar políticas públicas de acesso à leitura, valorizar bibliotecas, estimular o hábito desde a infância e, sobretudo, reconhecer que ler não é um luxo, é uma necessidade. Um país de leitores constrói cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para transformar a realidade em que vivem.

Mais do que nunca, é tempo de devolver ao livro o lugar que ele nunca deveria ter perdido: o de companheiro indispensável na formação de cada cidadão.

 

*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.

 

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