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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Um País que não lê, não pensa. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso28/04/2026 15h00
Imagem/Freepek
Em tempos de excesso de informação e escassez de reflexão, celebrar o Dia Mundial do Livro, em 24 de abril, é mais do que uma homenagem simbólica, é um chamado urgente à consciência. O livro, em sua essência, não é apenas um objeto cultural: é instrumento de formação, de liberdade e de transformação social.
No entanto, o cenário brasileiro preocupa. Mais da metade da população não cultiva o hábito da leitura, e o país, aos poucos, vai se afastando de uma prática que desenvolve o pensamento crítico, amplia horizontes e fortalece a cidadania. Um povo que lê pouco tende a questionar menos, a compreender menos e, consequentemente, a ser mais vulnerável à manipulação e à superficialidade.
Nesse contexto, o papel do educador é decisivo. Professores que não leem dificilmente formarão leitores. O exemplo ainda é uma das ferramentas mais poderosas no processo educativo. É por meio do contato com mestres leitores que muitos jovens descobrem o prazer da leitura e passam a enxergar o livro não como obrigação, mas como oportunidade de crescimento pessoal.
Ao mesmo tempo, vivemos a era das telas, onde o tempo é consumido por conteúdos rápidos, fragmentados e, muitas vezes, superficiais. A leitura digital voltada apenas ao entretenimento, e frequentemente permeada por desinformação, não substitui a profundidade que um livro oferece. Enquanto as redes sociais estimulam a pressa, o livro convida à pausa, à reflexão, ao mergulho interior.
Resgatar o valor do livro é, portanto, um compromisso coletivo. É preciso incentivar políticas públicas de acesso à leitura, valorizar bibliotecas, estimular o hábito desde a infância e, sobretudo, reconhecer que ler não é um luxo, é uma necessidade. Um país de leitores constrói cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para transformar a realidade em que vivem.
Mais do que nunca, é tempo de devolver ao livro o lugar que ele nunca deveria ter perdido: o de companheiro indispensável na formação de cada cidadão.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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13 de abril: Dia do Hino Nacional Brasileiro. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso14/04/2026 15h00
Foto/Reprodução
O Hino Nacional Brasileiro é mais do que uma composição solene cantada em cerimônias oficiais. Ele representa a identidade de um povo, sua história, suas lutas e, sobretudo, seus ideais de nação. No entanto, por utilizar uma linguagem mais antiga e poética, muitas vezes seu verdadeiro significado passa despercebido pela maioria das pessoas.
Logo nos primeiros versos, o hino fala sobre a conquista da liberdade, lembrando o momento em que o Brasil deixou de ser colônia para se tornar um país independente. A mensagem central é de orgulho por essa conquista, destacando a coragem e a determinação do povo brasileiro.
Ao longo da letra, aparecem diversas referências à natureza exuberante do Brasil. Termos como “céu límpido”, “raios fúlgidos” e “berço esplêndido” reforçam a ideia de um país abençoado por suas riquezas naturais. Essa valorização da terra mostra o quanto o território brasileiro é motivo de orgulho e identidade nacional.
Outro ponto importante é o destaque à pátria como algo a ser amado e defendido. O hino convida os cidadãos a cultivarem o respeito e o compromisso com o país, ressaltando valores como coragem, justiça e perseverança. Não se trata apenas de exaltar o Brasil, mas também de lembrar que cada pessoa tem um papel na construção de uma nação melhor.
Além disso, o hino transmite uma mensagem de esperança. Ele apresenta o Brasil como um país com grande potencial, capaz de crescer e se desenvolver, desde que seu povo permaneça unido e comprometido com o bem comum.
Em resumo, o Hino Nacional Brasileiro é uma expressão de patriotismo que vai além das palavras difíceis. Ele fala sobre liberdade, beleza natural, orgulho nacional e responsabilidade coletiva. Compreender seu significado é também uma forma de fortalecer o vínculo com o país e refletir sobre o papel de cada cidadão na construção do futuro.
Respeitar o hino é também respeitar a nossa própria história, porque o Brasil que queremos depende do que fazemos hoje, pois um país forte constrói-se com atitude e identidade.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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Páscoa: Um chamado à reconstrução interior. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso31/03/2026 14h46
A celebração da morte e ressurreição de Cristo não é apenas um marco religioso no calendário cristão; é, sobretudo, um convite profundo à reflexão sobre o sentido da vida, do sofrimento e da esperança. A Páscoa carrega em si a mensagem mais poderosa do cristianismo: a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre a violência, da redenção sobre o pecado. No entanto, em meio à superficialidade que tem marcado nosso tempo, essa mensagem parece cada vez mais esvaziada de seu real significado.
Vivemos em uma sociedade desestruturada, onde valores fundamentais foram relativizados ou simplesmente abandonados. O que antes era base sólida, a família, o respeito, a ética, a fé, hoje dá lugar a uma cultura imediatista, individualista e, muitas vezes, indiferente ao sofrimento alheio. Nesse contexto, a celebração da Páscoa corre o risco de se tornar apenas mais uma data comercial, reduzida a símbolos consumíveis, distante de sua essência transformadora.
O objetivo dessa celebração, porém, permanece atual e urgente: provocar uma conversão interior. A cruz de Cristo não representa apenas dor, mas entrega. A ressurreição não simboliza apenas um milagre, mas a possibilidade de recomeço. Em um mundo ferido pela violência, pela corrupção e pela perda de referências morais, a mensagem pascal surge como um chamado à reconstrução pessoal e coletiva.
A ausência dos valores cristãos na sociedade contemporânea é perceptível. A compaixão cede espaço à indiferença, a verdade é frequentemente manipulada, e o amor ao próximo torna-se seletivo. A espiritualidade, que deveria ser alimento da alma, é substituída pelo culto ao material, ao status e à aparência. Nunca se teve tanto acesso a bens, e, paradoxalmente, nunca se viveu tamanha pobreza interior.
É nesse contraste entre espiritualidade e materialismo que se revela uma das maiores crises do nosso tempo. Enquanto o mundo oferece prazeres rápidos e vazios, a mensagem de Cristo aponta para um caminho mais exigente, porém pleno de sentido: o da renúncia, do serviço, da fé e da esperança. Não se trata de negar a realidade material, mas de não permitir que ela se sobreponha ao que é essencial.
Resgatar o verdadeiro sentido da Páscoa exige mais do que tradição; exige atitude. É necessário revisitar valores, rever prioridades, reconstruir vínculos e, sobretudo, reacender a fé. A Páscoa não pode ser apenas lembrada; precisa ser vivida. Em cada gesto de amor, em cada ato de perdão, em cada escolha pelo bem, a ressurreição se atualiza.
Mais do que celebrar um acontecimento passado, a Páscoa nos desafia a sermos sinais vivos dessa transformação no presente. Em tempos de escuridão moral e espiritual, talvez o maior testemunho que possamos dar seja justamente este: o de que ainda é possível renascer.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.
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Quando a defesa da mulher vira contradição. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso16/03/2026 16h50
Foto/Câmara dos Deputados
Na semana anterior comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Em todo o Brasil multiplicaram-se homenagens, discursos e campanhas exaltando a força feminina, sua contribuição na família, na sociedade e no mercado de trabalho. Também ecoou, de forma cada vez mais intensa, o clamor por mais proteção às mulheres, diante de índices alarmantes de violência que continuam a assombrar o país.
O discurso é bonito. As palavras são fortes. A causa é justa. Mas, infelizmente, entre o discurso e a prática parece existir um abismo cada vez maior.
Em meio a tantas manifestações públicas em defesa da mulher, causa indignação a recente nomeação de uma mulher trans para ocupar uma comissão de políticas públicas voltadas especificamente à defesa das mulheres. A decisão, para muitos, soa como um gesto simbólico de inclusão. Para outros, porém, entre os quais me incluo, representa um profundo desrespeito à própria realidade feminina.
Não se trata de negar direitos a quem quer que seja. Toda pessoa merece dignidade, respeito e proteção. Mas também é preciso reconhecer que a luta histórica das mulheres foi construída a partir de experiências concretas: da maternidade, da desigualdade no trabalho, da violência doméstica, da exploração e da discriminação enfrentadas ao longo de gerações.
Quando estruturas criadas justamente para defender essas experiências passam a ser ocupadas por quem não viveu essa realidade biológica e social, instala-se uma contradição que muitas mulheres percebem como um verdadeiro deboche. Afinal, se até os espaços destinados à defesa feminina deixam de priorizar as próprias mulheres, que mensagem estamos transmitindo à sociedade?
Essa situação revela algo maior: uma preocupante inversão de valores que tem marcado nosso tempo. Em nome de causas legítimas, corre-se o risco de apagar outras igualmente legítimas. E, no meio desse conflito simbólico, a mulher, aquela que sempre precisou lutar por reconhecimento, parece novamente ter sua voz relativizada.
O Brasil precisa, sim, ampliar direitos e promover respeito a todos. Mas também precisa preservar a coerência das políticas públicas e a finalidade dos espaços criados para reparar injustiças históricas.
A pergunta que fica é inevitável: até onde iremos nessa confusão de conceitos e prioridades?
A defesa da mulher não pode se transformar em mera retórica ou em palco de experimentações ideológicas. Num país onde tantas mulheres ainda vivem com medo, onde a violência cresce e onde a igualdade plena está longe de ser realidade, é preciso ter clareza de propósito.
Mais do que discursos, chegou a hora de recuperar o bom senso.
E, sobretudo, de dar um basta nessa inversão de valores que ameaça esvaziar o verdadeiro sentido da luta feminina.
*O conteúdo desta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal.