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BLOG

Ana Maria Dalsasso
Educação

É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.

LIVRO FÍSICO. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso17/08/2023 16h09

Parece estranho que em plena era digital, onde tudo respira tecnologia, aqui estou para defender o livro físico, porque antes de mais nada uma tecnologia não substitui a outra. Como amante da leitura, reservo-me o direito de afirmar que, no meu ponto de vista, o livro impresso jamais será substituído, apesar da facilidade trazida pela tecnologia em acessar a comunicação e a informação.

É inegável que a leitura digital possui funcionalidades que muito ajuda no dia a dia, mas inegável também é o poder mágico que o livro impresso exerce sobre o leitor, pois o ato de tocá-lo e senti-lo apresenta vantagens tanto para adultos quanto crianças. Folhear um livro é uma forma de viajar no mundo da imaginação, é senti-lo em todos os aspectos, com as mãos e com os olhos. Há  quem defenda a ideia que ele se tornará obsoleto, porém acredito que será insubstituível. Sabem por quê?

São inúmeras as razões que me permitem afirmar com tanta convicção que o livro físico jamais desaparecerá. Primeiro porque aprendi desde cedo a gostar de ler incentivada pela   escola que, apesar das dificuldades da época, fazia da leitura uma prática diária, inclusive com concursos em sala de aula. Tenho nítida lembrança porque era um momento ímpar. Raros livros a escola possuía, mas a forma como eram explorados, sem tecnologia, impulsionava-nos a competir e sempre dar o nosso melhor, adquirindo assim, meio inconscientemente, o gosto pela leitura. À medida que fui crescendo usava minhas economias e comprava meus próprios livros…. Minha gratidão aos meus primeiros professores que, sem se darem conta, deixaram-me um grande legado. Tornei-me professora e sempre tentei passar os ensinamentos que recebi.

Relembrei essa passagem da minha infância para narrar algo que presenciei essa semana, que vem corroborar com minha tese em defesa do livro físico. Tive a felicidade de assistir, em uma  escola da região, uma peça teatral com crianças de quarto ano do ensino fundamental. Com base em uma das leituras do semestre, a professora chamou os pais à escola e apresentou a concretização se seu trabalho. Foi simplesmente encantador… A alegria, dedicação, postura e comprometimento das crianças diante de tamanha responsabilidade foi marcante. Auditório cheio, pais orgulhosos, professores gratificados… É trabalhoso para o professor? Muito… Mas, se abraçamos o magistério, precisamos fazê-lo por inteiro: com ônus e bônus. Será que todos os professores estão cumprindo sua missão? Por essas evidências e tantas outras, reafirmo minha defesa, lembrando que o livro físico nos proporciona maior concentração; menos cansaço visual; facilita o sono; favorece uma leitura mais aprofundada e encoraja a criticidade.

Finalizo com uma frase de Bill Gates, fundador da maior e mais popular empresa de software do mundo, que mostra a importância da tecnologia e a necessidade dos livros: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história. ”

E agora: leitura digital ou impressa?  Cada leitor tem a liberdade de escolher o meio que lhe seja mais adequado, dependendo da sua necessidade. Eu não já fiz minha escolha…

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Dia dos Pais. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso10/08/2023 14h25

Assim como existe o dia das mães, criou-se o dia dos pais, que também com o tempo tornou-se mais um apelo ao consumismo do que um momento de reflexão sobre a importância da figura paterna no desenvolvimento integral da criança e preservação da família, em especial nos tempos atuais. Os filhos são nosso maior patrimônio, cuja conservação depende da maneira como conduzimos nossas ações, atitudes e cuidados na educação deles.

Como estamos no mês dos “PAIS”, dirijo-me a eles, cuja presença na condução da família faz toda a diferença, pois transmitem força, coragem e segurança, além de aliviar o compromisso, na maioria das vezes, delegado apenas à mãe. É comum muitos defenderem a ideia de que cabe à mãe a responsabilidade da criação e educação dos filhos, mas está longe o tempo em que a mulher ficava só em casa, e era chamada de “profissional do lar”. A realidade hoje é outra: pai e mãe saem juntos para o trabalho e confiam os filhos aos cuidados de terceiros, inclusive à escola.

Ser pai não é apenas ser reprodutor… A paternidade é construída no dia a dia, porque quando nasce uma criança, nasce também um pai, e juntos empreenderão uma jornada cheia de descobertas, surpresas, obstáculos, progressos, realizações, sonhos, enfim tantas outras coisas que surgem no longo caminho, porque um filho é para sempre, não importa a idade será eterno em nossas vidas. E assim sendo querido pai, teu compromisso com eles, e com Deus, vai muito além da assistência material, porque eles representam a continuidade de tua vida, uma vez que prosseguirão escrevendo a história que aqui começaste.

Queridos pais, sabemos que gerar e dar à luz um filho não é nada difícil, aliás é prazeroso demais… O grande desafio da paternidade começa com o nascimento, porque a partir daí é preciso assumir junto com a mãe, a função, até então desempenhada pelo útero.  O compromisso agora é maior:  proteger, cuidar, alimentar e propiciar um desenvolvimento saudável, físico e psicológico, até a hora em que ele partirá na busca de novos horizontes, a exemplo de um navio que deixa o porto para transpor mares. Isso custará muitos sacrifícios, lutas, empenho, cuidados, comprometimento, responsabilidade, mas acima de tudo muito amor, porque educar um filho vai muito além de atender suas necessidades materiais. Isso o dinheiro compra… O grande dilema é a formação do caráter frente a uma sociedade tão conturbada e desprovida de valores. Sabemos que a jornada é difícil, mas vale muito a pena…  Estudos comprovam que a presença paterna faz muita diferença na vida da criança. Então, demonstre seu amor pelos seus filhos sendo um pai responsável, parceiro, comprometido, amoroso e você não se incomodará por toda sua vida…. Dê um colinho a eles, abrace-os antes que alguém indesejável os abrace por você. Daí será tarde demais!

Meus cumprimentos a todos pela passagem do seu dia e não esqueçam nunca que filhos são para sempre; é um caminho sem volta…. Por isso, devem ser pensados, estudados e amados eternamente.

 

 

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Diploma não garante emprego. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso03/08/2023 15h14

Ensinamos nossos jovens sobre a necessidade de excelência na formação acadêmica para atender as exigências do mercado de trabalho, pois sabemos que há grande diferença salarial entre os trabalhadores com e sem diplomas, contudo é preciso lembrar que a antiga segurança de que o diploma universitário garantiria um bom emprego já não existe. Ele é apenas um passaporte para a entrada na empresa, porque a   permanência nela vai depender das habilidades e competências desenvolvidas no decorrer da vida e complementados na escola.

Os grandes diferenciais hoje, atitude e caráter, são desenvolvidos desde a infância. A escola pode até ajudar, mas a família é determinante na preparação do futuro profissional. Os especialistas consideram que apenas 15% do sucesso profissional se deve à formação acadêmica. Os 85% restantes estão ligados a questões comportamentais, como habilidade de lidar com o inesperado, a autonomia e a capacidade de interagir com culturas e pessoas diferentes. E isso é possível ensinar desde cedo.  Sabe-se, por exemplo, que crianças cujos pais participam da vida escolar têm melhor rendimento, disciplina e habilidades sociais.  O bom pai, hoje, é aquele que consegue ser um bom observador dos seus filhos.

Houve uma época que no mundo corporativo valorizava-se apenas o QI (quociente de inteligência); hoje avalia-se, na mesma proporção, o QE (quociente emocional). Esse conceito foi absorvido pela área de recursos humanos como sendo uma capacidade adquirida que resulta num desempenho destacado no trabalho.  O desenvolvimento do ser humano também parte do domínio sobre valores como o autoconhecimento. Em resumo, no mundo corporativo há necessidade de se dar tanta importância ao gerenciamento das emoções quanto às habilidades técnicas.  Hoje as grandes corporações, no mundo todo, já verificaram que vale muito mais investir no desenvolvimento emocional de um líder que é capacitado tecnicamente para obter melhores resultados no setor produtivo.

Estudar é preciso, é urgente, é imprescindível…. É necessário se aperfeiçoar, buscar um diferencial, porque de trabalhadores comuns e desempregados que só reclamam da crise, o mundo está cheio.  Precisa-se de pessoas que façam a diferença, que sejam proativas, empreendedoras no desempenho de suas funções. Queixamo-nos que estudar é caro, e admito que seja, mas o jovem precisa, às vezes, renunciar às futilidades da vida para investir na sua formação. É preciso estudar, ler, empreender, criar, batalhar, ser diferente para que o mundo abra as portas para o sucesso profissional e realização pessoal. Ser diferente é ter comprometimento, inspirar confiança, ter sonhos, ver a empresa como parte de sua família, ter habilidades no relacionamento interpessoal, enfim, é ser dotado de competência técnica e emocional, ter atitudes. Mas, para isso é preciso muito empenho e dedicação, o que vem faltando aos jovens hoje, iludidos com as futilidades do mundo, levando tudo com “a barriga”.

Portanto, os pais que planejam preparar seus filhos para a vida social e profissional devem aprender a ajudá-los a desenvolver essas aptidões básicas para maximizar o potencial oculto em todo o ser humano.

 

 

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Dia dos avós. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso27/07/2023 15h36

Brasil, Portugal e Espanha comemoram no dia 26 de julho   o “Dia dos Avós”, data essa escolhida pela igreja católica para homenagear Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria, portanto avós de Jesus.

Apesar de a data ser tão significativa, não só pelo que os avós representam na árvore genealógica da família, mas também pela influência deles no crescimento e formação dos netos, passa quase despercebida pelos meios de comunicação, e talvez até pelas próprias instituições de ensino, onde se forma a base da sociedade.   Diferente de outras datas, o apelo midiático para a celebração do dia dos avós é praticamente zero. Parece não haver interesse em fortalecer esse laço familiar, considerado o grande alicerce, talvez pelo modo distorcido com que a sociedade vem passando aos jovens e crianças o conceito de família. Os valores da família vêm sendo desconstruídos em nome de uma liberdade desregrada, imposição de ideologias que afetam a estrutura familiar, descrença nos preceitos religiosos, uma verdadeira libertinagem.

Mas, por que os avós seriam tão importantes na criação dos netos se a sociedade mudou tanto, se a tecnologia se apresenta nas mais variadas faces para encantar as crianças e mantê-las presas a uma máquina de ilusão? Há espaço para avós no conceito de muitos chamados de “ velhos ultrapassados”?

Eu ouso afirmar que, mais do que nunca, a presença dos avós se faz necessária para manter viva a gratidão por nossos antepassados, aos quais devemos nossas vidas. Os avós são a memória viva, pois trazem consigo uma experiência acumulada que serve para unir e fortalecer a família; trazem uma história construída com outras gerações, outros costumes e podem assim  transmitir segurança e estabilidade emocional para os filhos, mas em especial para os netos. É comum se ouvir que “netos” são filhos duas vezes. Há quem costuma dizer que os avós estragam os netos, que pais educam e avós deseducam porque não mais permissivos. Posso afirmar, por experiência própria, que não há permissividade, mas sim mais paciência e tolerância, o que falta aos pais em função da vida corrida que levam hoje. Os avós amam incondicionalmente, apoiam e transmitem ensinamentos que a experiência de vida lhes deu e têm o poder de gerar fortes lembranças para a criança futuramente.

Apesar da pouca literatura sobre o tema, já existem alguns estudos que comprovam os benefícios da relação entre avós e netos, que merecem ser compartilhados. Pesquisas comprovam que um bom relacionamento da criança com os avós aumenta o desempenho escolar, autoestima, inteligência emocional; tornam-se mais bondosas, generosas e com menores taxas de ansiedade, de depressão no futuro e  mais fortes psicologicamente. Os avós ensinam e transmitem habilidades práticas e de conhecimento da vida, desenvolvem a imaginação da criança, ensinam o respeito para com as outras gerações.

Vale lembrar que essa convivência não é benéfica apenas para as crianças. Estudos comprovam que avós que se envolvem na vida dos netos possuem melhor bem-estar, têm risco reduzido de sofrer de Alzheimer e outros distúrbios cognitivos, além de se sentirem úteis, pois o cessar do longo período laboral leva muitas pessoas a se sentirem inúteis na aposentadoria. A chegada dos netos é a volta à vida…

Diante do exposto, compartilho com você leitor para que sirva de reflexão: “ Os avós são exemplos de pessoas: únicas, afetuosas e inesquecíveis na vida dos netos. É um vínculo que transcende a ligação de sangue, é a progressão de duas gerações: pais e filhos, passando a ser avós e pais”.( Autor desconhecido)

Como exemplo vivo disso, reafirmo: ser mãe é maravilhoso, mas ser avó é uma sensação muito diferente, transcende ao nosso entendimento.

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