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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
CHÁ COM AS VOVÓS. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso14/07/2023 14h10
Na minha longa trajetória como profissional da educação sempre reafirmei que professor e criança são as duas forças que movem o mundo. Na criança a esperança de um futuro melhor; no professor a responsabilidade de formá-la para a inserção e atuação no mundo incerto que a espera. A sociedade contemporânea nega-se a reconhecer o que afirmamos, mas é preciso que pais e educadores imponham-se, mantendo-se fiéis a esses princípios, porque é na família e na escola que a sociedade principia.
Ao entregar um filho à escola, os pais estão confiando seu maior patrimônio nas mãos do professor para que seja corresponsável pelo seu crescimento tanto intelectual quanto pessoal. Em casa os filhos têm como modelo os pais; na escola buscam nos professores referência para a construção de sua autonomia e liberdade. Assim, a escola representa a transição da criança para o mundo, cabendo ao professor o compromisso de promover, orientar, mediar, motivar fazendo a gestão da aprendizagem de forma prazerosa e transformadora para que o aluno se sinta parte integrante do processo, e não um mero espectador. Educação é vida, e quanto mais contextualizamos fatos, vivências, experiências, mais viva ela se torna. Vale aqui lembrar que a família vai muito além de pai e mãe, assim como a escola vai muito além do professor.
Dito isso, compartilho uma linda experiência que vivenciei essa semana como “avó”, numa escola de Urussanga, onde minha neta estuda. Sou da opinião que as boas coisas devem ser compartilhadas para que sirvam de exemplos para outros. Até por que quando sugiro em minhas colunas que a família deve ser chamada na escola para participar do processo de aprendizagem, muitos professores dizem que é difícil atraí-la. Reconheço a carga de tarefas do professor, mas com criatividade, união, habilidade e muito empenho, o impossível não existe. Basta querer…
Há mais ou menos trinta dias minha neta me ligou pedindo que reservasse a data de 12 de julho para um “Chá com as Avós” na escola, para compartilhar suas histórias de vida e saborear um gostoso chá com os quitutes que cada vovó levaria. Imagine a expectativa tanto da criança quanto da avó…
Sabemos que avós são muito significativos na vida da criança, pois pela lógica, os netos são filhos duas vezes. E, com experiência de vida acumulada e mais tempo disponível, são companhias agradáveis aos netos, até pela permissividade em atender aos desejos deles, às vezes proibidos pelos pais, não por serem nocivos, mas pela falta de tempo que a correria do dia a dia impõe às famílias do mundo moderno.
Hora e dia marcado as vovós lá estavam orgulhosas e felizes diante dos olhos brilhantes dos netos, ansiosos pelas respostas de cada questionamento por eles feito sobre a vida da “vovó criança”. Uma infância bastante diferente da atual, mas em certos pontos até mais interessante pela naturalidade, pois a criatividade era espontânea, desenvolvida sem recursos tecnológicos. O evento culminou com um gostoso chá em uma sala especial com direito a fotos e lembranças confeccionadas pelas crianças, além da interação entre alunos, vovós e professores. Meus cumprimentos à equipe do Colégio Monsenhor, em especial à professora do 3º ano, Adriana Romagna, pela iniciativa. Foi prazeroso demais poder contribuir. Sem dúvida ficará na memória de todos. E, que sirva de inspiração para novos eventos envolvendo outros familiares.
Os avós unem e fortalecem a família, ajudam no desenvolvimento infantil. Eles são memória viva da família, pois conhecem as histórias dos antepassados; sabem tudo sobre pais e tios, pertencem a uma outra geração, têm costumes diferentes… Sem eles nossa história fica incompleta. Precisam ser valorizados!
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Meio Ambiente. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso07/07/2023 15h04
Definida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1974, a data de 5 de junho celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, ocasião em que o mundo todo deve voltar suas atenções para debates, estudos de soluções para os problemas ambientais, mas acima de tudo despertar cada dia mais a consciência mundial sobre a necessidade de preservação do Planeta para que nele seja possível a vida no futuro. É preciso atitude e responsabilidade porque está em jogo nosso ecossistema, nossa biodiversidade e nossa saúde.
A evolução do conhecimento científico e a industrialização despertaram, há alguns anos nos líderes mundiais, a preocupação sobre a preservação da natureza e o desenvolvimento sustentável, surgindo assim as chamadas conferências internacionais sobre o meio ambiente para buscar formas alternativas de desenvolvimento de forma a garantir a preservação ambiental.
Assim, em 1972 foi realizada em Estocolmo a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente Humano que reuniu 113 países. Foi um marco histórico por ser tratar do primeiro grande encontro internacional com representantes de diversas nações para discutir os problemas ambientais. Nessa ocasião foram elaboradas propostas e criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente com foco na poluição do ar, da água e do solo.
Em 1992, o Rio de Janeiro foi sede da chamada de Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, com representantes de 172 países e diversas organizações ambientais, onde foram assinados diversos acordos, ficando definido o período de dez anos para um novo encontro com avaliação dos resultados e a projeção de novas metas.
Em 2002, na cidade de Johanesburgo, na África do Sul, reuniram-se 189 países para a chamada Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável para discutir o desenvolvimento sustentável “com base no uso e conservação dos recursos naturais renováveis e a reafirmação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), proclamados dois anos antes pela ONU”. Nessa conferência houve muitas críticas pela falta de resultados concretos em relação as metas traçadas para a década, motivada por ambições políticas.
Em 2012, no Rio de Janeiro aconteceu a chamada Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável com a presença de representantes de 193 países com uma grande cobertura jornalística, acompanhada em nível mundial. Nova avaliação das políticas ambientais apontou severas críticas pela falta de comprometimento com as metas estabelecidas nas conferências anteriores. Essa conferência resultou em um documento chamado “O futuro que queremos”, reafirmando inúmeros compromissos a serem avaliados no próximo encontro.
Fiz esse resgate histórico para justificar meu ponto de vista no primeiro parágrafo quando afirmo que falta atitude e responsabilidade com a preservação da vida no Planeta. As avaliações feitas nas conferências e o que vemos no dia a dia nos dão a certeza que estamos longe de alcançar o nível ideal de preservação, pois são anos e anos de devastação que continuam deixando marcas, algumas irrecuperáveis. Em nome do progresso, da ganância e das grandes transformações econômicas, o homem continua destruindo a natureza. As gerações futuras pagarão um alto preço por isso.
A falta de cuidado com o meio ambiente reflete na saúde da população. A OMS aponta que cerca de 13 milhões de pessoas morrem a cada ano no mundo por causa problemas ambientais que poderiam ser evitados, não fosse a ganância humana
Os fatos aí estão… Precisa-se de atitude, não podemos dar as costas ao problema. É hora de deixar a teoria de lado e começar a usar a consciência para dar nossa contribuição. O meio ambiente é nosso e as futuras gerações não poderão pagar pela ganância e o consumismo.
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O que é o tempo? Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso29/06/2023 15h33
O ser humano, por natureza, pelo senso comum construiu através dos tempos um conceito sobre “tempo”, mas se questionado inesperadamente para conceituá-lo, aquilo que parecia tão óbvio passa a ter outra conotação, pois diante da ciência a percepção de tempo tem muitas outras interpretações. Por essa razão, hoje aqui falaremos sobre o tema pelo viés de como temos vivido nosso “tempo”, a partir do dia a dia, das nossas perspectivas, e quem sabe até do pensamento que um grande cientista um dia registrou: “o tempo é o jeito que a natureza deu para não deixar que tudo acontecesse de uma vez só”.
A grande verdade é que tempo e vida se confundem. A vida tem um tempo para cada um, que deve ser vivido intensamente, valorizando cada segundo, pois ele não espera por ninguém. Um minuto perdido na vida é irrecuperável, cabendo a cada um a administração do seu tempo para que não o veja passar sem ter sido vivido. Quando criança ouvia muito dos adultos, em especial de meus pais: “tempo é dinheiro”. Naquela época não compreendia, mas hoje sei da profundidade dessa sabedoria popular. Para termos o dinheiro precisamos do tempo para ganhá-lo, mas sem esquecer que existe o tempo da vida que não pode ser desperdiçado, e deve ser vivido intensamente. Precisamos valorizar tudo o que nos rodeia, e passo a passo construirmos nossa história, pois temos compromisso com a construção de um mundo mais humano, justo e fraterno para as futuras gerações.
É muito interessante os diferentes olhares sobre o tempo. Quando somos crianças o tempo custa passar; quando jovens o tempo passa normal; na idade adulta passa muito rápido, “voando” como dizemos; e na velhice o tempo logo desaparece. Ao nascer trazemos uma senha com a hora do retorno. Nosso tempo aqui é finito…. Não sabemos qual a nossa cota, podendo esvair-se a qualquer momento, pois a única certeza que temos é que a morte um dia chega. Por isso, é preciso valorizar cada segundo, gastando-o de forma produtiva, evitando desperdício de tempo com inutilidades. Viver o presente, porque o passado é apenas memória; o futuro é a projeção que fazemos no presente, e logo será passado também. E como diziam os antigos em latim: “Carpe Diem”, viver bem, aproveitar o tempo fazendo o necessário em cada momento da vida.
Viver cada segundo é de vital importância …. Em diversos momentos da vida um segundo pode mudar: destinos, sonhos acalentados durante anos…. Uma partida de futebol tem seu tempo determinado. Não alcançado o objetivo no previsto outras situações acontecem, porém, a verdade é que há um limite, pois, o resultado é inadiável… Segundos tornam-se decisivos, e eis que um chute, no último segundo, muda o que parecia impossível. Imaginemos o sentimento de um corredor que perde a corrida, um título tão sonhado e planejado, no último segundo da competição? E tantas outras situações que num segundo podem mudar vidas…
Assim é o tempo na vida de cada de nós. Não podemos desperdiçá-lo, pois não volta. É como uma flecha: irreversível. Por isso, valorizar cada momento definindo prioridades, buscando objetivos, vivendo a vida com toda intensidade é o nosso grande compromisso, pois ela é passageira.
E como disse Dalai Lama: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.
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Leitura: Passaporte para o sucesso. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso23/06/2023 14h00
A leitura é a mais poderosa arma para o desenvolvimento integral do cidadão, pois desenvolve criatividade, curiosidade intelectual e senso crítico, dando-lhe habilidade para entender o mundo, argumentar seus pontos de vista, persuadir, comunicar-se e buscar sua realização pessoal e profissional. Além de ampliar o conhecimento, a leitura enriquece o vocabulário, melhora a escrita, desenvolve a habilidade de comunicação e desperta o interesse de aprender e conhecer cada vez mais o mundo e a realidade que o cerca.
É inegável que somente pela leitura temos nossa capacidade de escrita ampliada, nosso vocabulário enriquecido, nosso poder de persuasão aguçado, levando-nos ao sucesso pessoal e profissional, desde que não façamos do hábito de ler uma atividade mecânica, mas sim um exercício cultural que se aperfeiçoa diariamente. Ler não é o simples fato de folhear páginas de livros; o conceito de leitura vai muito além do que nossa visão alcança. Precisamos aprender a penetrar nas entrelinhas de tudo o que nos rodeia, pois é lá que a essência das coisas se esconde. Pensamos, registramos nossos pensamentos por meio da escrita e interpretamos a escrita pela leitura. É preciso que nos conscientizemos que o homem se torna livre por meio da palavra, seja ela de que forma for.
O hábito da leitura deve ser cultivado desde a infância no seio familiar. A criança que cresce num ambiente onde o livro é presença constante, em que os pais demonstram interesse pela leitura, incorporará o hábito naturalmente. Esse processo se solidificará com a ida à escola, quando os professores exercerão papel fundamental na formação de bons leitores.
Com a evolução tecnológica surgiram novas ferramentas de leitura, e é preciso que os professores potencializem o uso delas. A internet facilitou muito, porque a leitura está a um clique nas telas dos tablets, celulares…. Não lê quem não quer. Hoje as redes sociais tomam uma boa parte do tempo dos jovens e crianças, mas cabe à escola e família a habilidade de transformar a tecnologia numa grande aliada para o desenvolvimento de bons leitores. É preciso haver discernimento, senso crítico para depurar as informações. As redes sociais são ótimas tanto para disseminar ideias, tornar alguém popular e como também pode arruinar reputações, pela facilidade e rapidez da comunicação. É exatamente esta rapidez que induz à pobreza de vocabulário, a erros sérios de escrita, à deficiência na caligrafia. Um dos maiores desafios dos usuários de internet é saber ponderar seu uso. E essa ponderação, esse entendimento passam pela leitura, cabendo a escola a intermediação nesse processo.
A leitura nos leva a diferentes mundos, torna-nos mais perceptíveis, dá-nos sensibilidade, amplia nosso intelecto. Tornamo-nos cidadãos respeitados quando sabemos expressar com clareza nossos conhecimentos contribuindo para as mudanças tão presentes e urgentes na sociedade atual.