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BLOG

Ana Maria Dalsasso
Educação

É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.

Mãe Contemporânea. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso11/05/2023 14h00

No segundo domingo de maio, por tradição, comemora-se o dia das mães no Brasil e em muitos outros países. É um dia especial para homenagear  a figura familiar materna e a maternidade, e mostrar a todos, não só às crianças, a importância da mãe  para a humanidade.

Percebe-se há muito, que a data vem se tornando um forte apelo ao consumismo, com propagandas que, na maioria das vezes, representam um mundo fantasioso, esquecendo-se a essência da comemoração. Daí os questionamentos: “Será que é possível materializar o amor que se sente por uma mãe? Que desafios enfrenta uma mãe nos dias atuais? O que mudou no papel da mãe contemporânea?

Tudo no mundo muda, e a mãe também mudou. Diferente de nossas mães e avós, educadas para dedicarem-se ao lar no papel de esposa, mãe, educadora, cozinheira, costureira, arrumadeira, hoje a mulher deixou de ser apenas mãe para exercer muitas outras funções, as quais devem ser conciliadas com a maternidade, com o casamento, com o lar. Divide seu tempo com a família, casamento, carreira, filhos…. Ela é mãe, esposa, companheira, profissional, dona de casa, conselheira, amiga, e dribla, com maestria, situações que só ela é capaz de resolver.

A mãe contemporânea corre, batalha, educa, empreende, faz a diferença no mercado de trabalho, é parceira do homem na busca não só de um modo melhor de vida para a família, mas também de sua realização pessoal e profissional. Lança-se a novos desafios, buscando seu lugar no mercado de trabalho, complementando a renda familiar, mas acima de tudo buscando sua autonomia, conquistando seu espaço na sociedade até então dominada pelo homem. Surge assim um novo perfil de mulher que precisa conciliar maternidade, profissão, vida conjugal, amizades, atendendo a tudo e a todos sem prejuízo na qualidade de todas as relações.

 Mas, é possível uma mulher conciliar todos os afazeres e ser uma boa mãe dando a assistência que os filhos precisam? Onde encontrará tempo suficiente? Os filhos serão menos amados e menos protegidos pela falta de convivência intensa? A resposta é óbvia: não é a intensidade de tempo que garante a educação e a felicidade de um filho, mas sim a qualidade do tempo a ele dedicado é que cria o vínculo e dá sustentação à família. De nada adianta estar de corpo presente, mas ausente nas necessidades que ele tem. É preciso saber aproveitar todos os momentos de forma prazerosa mostrando ao filho que é possível viver por ele, mas sem deixar de viver a própria vida.   A presença da mãe é crucial na formação dos filhos e existem muitas maneiras de se fazer presente, mesmo realizando outras atividades que lhe faz sentir cada vez mais viva, mais mulher, mais cidadã. Ter tempo para os filhos é compromisso de toda mãe, mas eles precisam aprender a respeitar e valorizar o tempo que ela precisa para desfrutar a própria vida.

Assim, espera-se que cada filho, todos os dias de sua vida, seja grato a sua mãe, mas em especial no dia dedicado a ela…. Tire um tempo para abraçá-la e agradecer-lhe pela vida. O maior presente que uma MÃE pode receber é gratidão, carinho e amor, pois são atitudes de valor incalculável…

 Vale lembrar que ser mãe é divino. É o maior desafio imposto a toda mulher. Não existe no mundo “mãe perfeita”, mas é possível ser “boa mãe”, basta buscar maneiras para fazê-lo, lembrando que neste mundo louco, cheio de incertezas, só há uma certeza: o amor de mãe é tudo.

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O Trabalho. Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso03/05/2023 14h00

Dia primeiro de maio, na maioria dos países industrializados, é a data escolhida para comemorar o dia do “Trabalho”, exaltando a figura do trabalhador, que com sua inteligência promove o progresso através de seu trabalho, pois é do trabalho que dependem sua segurança, seu alimento, seu bem-estar.

É no trabalho que passamos mais de dois terços de nossa existência. Os quarenta melhores anos de nossa vida passamos no ambiente que escolhemos para nossa realização como profissionais, cidadãos construtores da sociedade.  E nessa trajetória deparamos com situações diversificadas, pessoas e pessoas, o que nos leva ao crescimento. São chefes ditadores que nos tiram o ânimo; são líderes que nos inspiram e impulsionam; pessoas leais que vibram com nossas vitórias; outras, falsas que tudo fazem para nos derrubar; muitas companheiras prontas para nos ajudar; há também as encrenqueiras que por vezes tiram-nos a ânimo; fofoqueiras, puxa-sacos, e tantos outros tipos.  Mas, é essa diversidade que faz com que cresçamos, impulsionando-nos à mudança.

Um bom/mau relacionamento no trabalho determina o sucesso da empresa: faz a felicidade ou torna um inferno a convivência da equipe. Apesar da evolução do mundo atual, ainda é comum a geração de conflitos no ambiente de trabalho por questões que inexistiriam se o bom senso prevalecesse. Fofocas, inveja, individualismo, dificuldade para entender a essência do outro, desrespeito, entre tantos, são fatores que põem em risco o bem-estar no ambiente de trabalho. Mas, conforme apontam as pesquisas, o “câncer” que pode adoecer é a figura do chefe, autoridade retrógrada para um mundo tão evoluído. As empresas de hoje precisam de líderes, e não de ditadores.

O chefe na essência da palavra é uma pessoa autoritária, não acata e nem respeita opiniões, evita o diálogo, impõe-se pelo cargo, dissemina o medo, não serve de inspiração; adora dar ordens, centralizar decisões; gosta de bajuladores, na maioria das vezes submissos ou com limitações profissionais. Muito diferente do líder que inspira, conduz e motiva quem o cerca.

 Ao chefe falta humildade, poder de motivação, empatia. Vive num pedestal que o impede de olhar para baixo.  Usa o poder como defesa própria, não pensa na coletividade. Não é adepto ao diálogo, e assim o sendo, não identifica problemas, o que normalmente leva à queda de desempenho da empresa, emperrando seu crescimento. É o que chamamos de chefe “doente”, que acaba deixando doente também toda a equipe. Um chefe ruim pode atrapalhar a equipe inteira. Ao manipular psicologicamente as pessoas provoca desconforto no ambiente de trabalho.

 Paralelo a esse tipo de gestor, existe o líder, identificado como inspirador e condutor de pessoas. Tem foco, motiva a equipe, busca resultados, indica caminhos para a equipe, divide os sucessos, traz para si as falhas cometidas e busca soluções junto ao grupo.   Acata opiniões, é aberto ao diálogo, assume responsabilidades perante a equipe, divide glórias, trabalha o “nós” e não o “eu”. Um bom líder só traz benefícios para a empresa, tornando-a mais eficiente. É inovador, delega, contrata e promove profissionais que sabem mais do que ele; delega autoridade, sem abrir mão da responsabilidade, gera respeito. Ele é o “cara”, na essência da palavra.

 E você tem um chefe ou um líder no comando de sua empresa? Se tiver um líder, aprenda e cresça com ele, valorize-o, pois, um dia poderá ser como ele.  Mas, caso tenha um chefe, fortaleça-se com tua equipe para evitar que ele infernize tua vida, tornando-te infeliz no ambiente que passarás os melhores anos de tua vida.

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Por que ler? Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso27/04/2023 14h48
Foto/Ilustrativa

Já falamos aqui algumas vezes sobre a importância da leitura em nossas vidas, porém é preciso que de vez em quando se volte ao assunto, considerando que hoje a internet atrai cada vez mais a atenção das pessoas pela facilidade e rapidez da comunicação.

Ler é fundamental para o ato de escrever porque para dominar a escrita precisa-se, antes de qualquer coisa, saber ler e pensar. Mas, num mundo cada vez mais tecnológico, onde crianças, jovens e adultos gastam grande parte do tempo presos a celulares, computadores, mergulhados em redes sociais, desperdiçando boa parte do tempo com futilidades, que em nada ou quase nada contribuem para a formação, estimular o gosto pela leitura é uma árdua tarefa, tanto para a escola quanto para a família.

A rapidez da internet, dependendo da maturidade do usuário, induz à pobreza de vocabulário, a erros sérios de escrita, à deficiência na caligrafia. Por isso, o processo da leitura deve ser repensado cotidianamente, pois é fundamental para nossa inserção na sociedade. Dominar a língua é essencial para todo e qualquer aprendizado, pois quem sabe ler e escrever usa adequadamente as informações, desenvolve a criatividade, adquire competências e habilidades para enfrentar os desafios da vida cotidiana. É uma ferramenta importante para a conscientização dos direitos e deveres de cada cidadão como membro da sociedade

O gosto pela leitura começa já no ventre materno, quando os pais conversam com o bebê sobre coisas que ele encontrará ao chegar à luz. Esse hábito deve continuar após o nascimento e se estenderá à escola, quando pais e educadores se unirão para, como mediadores, apresentarem o mundo da imaginação às crianças através dos livros e das histórias.

Quem lê tem habilidade para entender o mundo, para argumentar seus pontos de vista, para persuadir, para comunicar-se e buscar sua realização pessoal e profissional.  A partir da leitura a escrita flui, permitindo que as pessoas se comuniquem com outras que estejam separadas pela distância e pelo tempo. É pela escrita que a história chega até nós, independente de tempo e espaço. Pela escrita são veiculadas novas ideias e, diferentes realidades são criadas ampliando conhecimentos e gerando novos saberes.

Assim, quanto mais leitura mais facilidade de comunicação. É preciso que a escola faça um resgate sobre a importância e a necessidade de leitura para o sucesso da vida de cada um, pois um cidadão bem instruído saberá conquistar seu espaço num mundo tão competitivo como o nosso. Ser um bom leitor é ser cidadão do mundo!

 

*Artigo reeditado

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Como melhora a comunicação entre escola e pais? Por Ana Dalsasso

Por Ana Maria Dalsasso21/04/2023 14h45

Minha coluna é sobre educação e, falar sobre isso às vezes nos torna repetitivos, mas necessário por se tratar do assunto mais importante para uma sociedade, uma vez que impacta em tudo que fazemos em nossa vida. É um processo constante porque se educa a toda hora, a qualquer tempo e lugar.

Há poucos dias falei aqui em minhas redes sociais sobre a importância de a escola chamar os pais para juntos resolverem os problemas e traçarem metas para caminhar, pois, a função de educar cabe à família em primeiro lugar, seguida da escola e de todos os segmentos sociais, lembrando ainda que é na família que reside a maior responsabilidade pela formação do cidadão, pois ela é o alicerce da sociedade, a base de tudo. A escola é a extensão da família. As duas precisam obrigatoriamente ser parceiras na difícil tarefa de educar, pois a educação vai além das fronteiras do lar e das quatro paredes da escola. Educamos para o mundo.

Recebi alguns questionamentos e queixas sobre a ausência da família aos chamados da escola.  Diante da angústia de alguns professores, com os quais troquei ideias, quero hoje propor sugestões para, quem sabe, usando a criatividade e o amor que eles têm pela arte de educar, consigam absorver algumas que venham ao encontro das suas necessidades. E a reunião de pais é por demais importante.

Sabemos que no mundo agitado de hoje, com dias passando tão rapidamente, sobrecarga de trabalho, tanta correria, as pessoas querendo cada vez mais, acabam esquecendo o principal: a educação dos filhos, o maior patrimônio.  Aqui deve entrar a criatividade, habilidade e competência dos mestres na busca de alternativas para, pelo menos, minimizar o problema.  Baseando-me em leituras e meus tantos anos na educação, transcrevo algumas sugestões para viabilizar o encontro da família com a escola:

  • Marcar a reunião de pais em horários diferenciados, por exemplo, é uma forma de solucionar a falta de participação das famílias nesses eventos. Oferecer opções de horários alternativos pode aumentar a frequência dos pais e ajudar a garantir uma comunicação mais eficiente.
  • Agendar a reunião com antecedência. Ao entregar o cronograma das atividades do ano no início das aulas para que os pais se organizem. Dias antes enviar lembretes reafirmando a importância da presença deles para os andamentos do trabalho.  Neste lembrete encaminhe a pauta da reunião, defina os temas que  serão abordados, quem vai falar sobre cada um deles e quanto tempo cada tema deve ter.
  • Preparar uma surpresa para esperar os pais. Um cafezinho, um sorteio de pequenos brindes, exposição de trabalhos dos filhos, uma pequena dramatização, uma bonita reflexão, e tantas outras ideias fáceis de se buscar. A internet está aí para nos ajudar.
  • Enaltecer a presença dos pais e reafirmar que podem procurar a escola sempre que quiserem, e quando não for possível a presença nas reuniões encaminhe alguém para representá-los. Começar sempre pelos assuntos mais importantes e deixar espaço para a participação da família. Reservar um espaço para atender os pais individualmente, pois muitos não gostam de falar no público.
  • No final da reunião passar todos os contatos da escola para que a família fique à vontade quando sentir necessidade. Hoje temos as redes sociais que facilitam a interação.
  • Sugiro a criação de grupos de Whatsapp de pais de cada turma para que haja interação e discussão entre eles, sugestões e projetos para as turmas.

Assim, espero ter contribuído, lembrando que sempre estarei à disposição, dentro do que me é possível, pois sou uma apaixonada pela educação!

 

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