Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Por que tanta violência? Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso13/04/2023 16h00
Estamos assistindo a uma sequência de fatos hediondos que apavora não só brasileiros, mas o mundo inteiro. A violência tornou-se a principal manchete em todo e qualquer meio de comunicação, muitos dos quais usam-na para fazer sensacionalismo, ganhar audiência e lucrar mais em cima da desgraça alheia.
É violência na família, é violência social, ambiental, ética, política, enfim nada mais hoje escapa dessa “praga” que assola a humanidade, desespera famílias, desencanta crianças, destrói sonhos, ceifa vidas…
A comunicação em massa manipula o emocional das pessoas pela forma como faz a notícia veicular. Discutem-se leis que não são executadas, faz-se sensacionalismo com as tragédias que se sucedem assustadoramente, mas quem se dispõe a pensar a origem de tanta falta de respeito para com o ser humano, para com a natureza, com o Planeta?
Há poucos dias sofremos com a dor das famílias de Blumenau que perderam seus filhos para aquele monstro, bandido com marcas registradas na polícia, mas pela frouxidão de nossas leis estava em liberdade. E deu no que deu…E tenho certeza, logo estará nas ruas, não por falta de leis, mas pela falta de cumprimento delas. E registro aqui uma opinião que defendo há muito tempo: é preciso que haja pena de morte para crimes hediondos. E não venham com a desculpa de que só Deus pode tirar a vida, porque não foi Deus quem tirou a vida daquelas crianças. Indivíduos como esse não merecem estar aqui, assim como estupradores, assassinos que matam pelo prazer de matar e tantos outros crimes para os quais falta tipificação. A lei existe, mas é frouxa…
É preciso também que a maioridade penal seja repensada… Um adolescente com 14 anos estupra, mata, rouba, trafica, leva terror, mas não assume seus erros por quê? Chega de ficar passando a mão na cabeça desses delinquentes. É preciso cortar o mal pela raiz.
Mas, como fazer isso se o mal exemplo começa na sociedade. Vivemos hoje uma total inversão de valores, um mal exemplo de todos os lados. Governantes “desgovernados” esquecendo os princípios da moralidade em favorecimento próprio; uma mídia podre desinformando a sociedade, pervertendo a juventude. Já paramos para pensar que hoje a violência maior começa no seio da família? As grandes brigas começam dentro dos lares. Pais matando-se entre si por puro egoísmo, usando a criança inocente como refém de suas fraquezas. Sonhos destruídos pela falta de perspectivas de uma vida melhor. Falta de amor…. Onde e quando tudo isso vai parar?
A violência é um câncer que dilacera o ser humano… É o momento de a sociedade mergulhar na busca de alternativas para responder a pergunta que não quer calar dentro de nós: “Qual a origem desta força tanto material como moral empregada contra a vontade ou a liberdade de um ser humano”?
0
0
COMO ANDA A FORMAÇÃO DE NOVOS PROFESSORES? Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso08/04/2023 11h23
Hoje vamos falar um pouco de educação, a grande preocupação nacional pela baixa qualidade que a cada ano se intensifica, e a prova disso são os resultados divulgados há poucos dias pelo Ministério da Educação e Cultura sobre a avaliação de centenas de cursos de graduação, cujos resultados foram classificados como insatisfatórios, um verdadeiro caos.
Vários cursos foram submetidos à avaliação, porém vamos nos ater às Licenciaturas, onde são formados os profissionais responsáveis pela formação de nossas crianças e jovens, futuros guardiões da Pátria. E para surpresa de muitos, foram os que obtiveram os piores resultados, merecendo grande preocupação e uma especial atenção por parte das autoridades educacionais.
Participaram do processo os seguintes cursos de formação de professores: Artes Visuais, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Ciência da Computação, Educação Física, Filosofia, Geografia, História, Matemática, Música, Letras (Inglês, Português, Espanhol) , Química e Pedagogia. Em TODOS eles, os estudantes, que num futuro breve serão os professores de nossas crianças, tiveram desempenho abaixo de 50, numa escala de 0 a 100 pontos. O que esperar do professor de seu filho que não consegue atingir nem um regular na prova que fez? Como provará às crianças que o conhecimento é fundamental para o progresso profissional e pessoal, se ele próprio não o tem? Na sala de aula no ensino fundamental e básico com nota abaixo de 5 é reprovado. Mas, com que autoridade um professor que foi avaliado pelo MEC com nota 3,0, mas se forma na faculdade, pode reprovar uma criança? Daí a pergunta que não quer calar: que providências o MEC tomará frente às instituições descomprometidas com o ensino? Qual a finalidade do exame? É para corrigir as distorções? Ou deixar o barco correr de qualquer jeito? Quero acreditar que a partir dos resultados busque-se alternativas para a mudança.
É preciso que se reconheça que o profissional da educação deveria ser o melhor dentre todos, pois do mais humilde cidadão a mais alta autoridade, todos passam pelas mãos de um professor. No entanto, esse reconhecimento deve passar primeiro pelo próprio acadêmico fazendo valer seus direitos e deveres. E isso só acontece quando valoriza cada minuto de aula, exige professores competentes, instituições comprometidas, cobra o conhecimento capaz de abrir-lhe as portas do sucesso.
E pensar que quando se discute a qualidade da educação muitos professores querem justificar a falta de qualidade por causa dos baixos salários. Isso é mediocridade…. Passei os melhores anos de minha vida dentro de escolas…. Foram mais de quarenta anos no exercício do magistério e não admito que o baixo salário seja a justificativa para o mal exercício da função. Ganhar mal não é desculpa para trabalhar mal. Se não somos felizes com o que ganhamos, procuremos outro trabalho. O exercício da docência é lindo demais e deve ser permeado de muita dedicação, amor, responsabilidade e até de renúncias…
É preciso que se busque alternativas para mudar a educação no país. Não podemos mais esperar…. É preciso que cobremos dos nossos representantes atitudes, de nossas instituições de ensino mais qualidade, dos professores consciência, de nossos acadêmicos mais discernimento, das famílias mais parceria para numa operação conjunta a mudança aconteça. UTOPIA? Quem sabe…, Mas, o pior é não tentar!
0
0
Tempo de Reflexão. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso29/03/2023 15h17
Estamos nos aproximando do final da quaresma, período de reflexão, para a preparação da Páscoa, ocasião em que se celebra “ a passagem da escravidão para a liberdade, da morte para a vida, das trevas para a luz”.
Quaresma é a oportunidade que nos é dada para pararmos e ouvirmos a voz de Deus, reconhecermos nossas limitações, reconstruirmos nossa espiritualidade buscando o equilíbrio emocional para superarmos os obstáculos que encontramos no caminho. É hora de refletir sobre as vaidades humanas e a efemeridade da vida que nada é diante da morte que um dia chegará implacavelmente.
O período da quaresma nada mais é a preparação para a celebração da Páscoa, ocasião em que, mais do que nunca, três ações devem permear a vida de todo cristão: oração, penitência e caridade. E quando se fala na penitência do jejum não significa necessariamente deixar de alimentar-se, mas é obrigatoriamente abandonar tudo o que de negativo cerca nossas vidas: nossos vícios, maldades, desamor, incompreensões, egoísmo. Precisamos fazer jejum das palavras que ferem nosso semelhante, dos julgamentos injustos que fazemos sem medir consequências, das ofensas e injúrias que praticamos cotidianamente, da nossa falta de amor e caridade para com o outro. É a oportunidade de fazermos uma retrospectiva em nossas vidas e estabelecermos um ponto de recomeço, de sermos melhores, de sairmos da zona de conforto e cumprirmos nossa missão de verdadeiros cristãos, mesmo que tenhamos limitações. É preciso parar e ouvir a voz de Deus! É preciso que analisemos se o sacrifício feito por Cristo, ao morrer na cruz por nosso amor, está sendo recompensado.
Mas, nos dias atuais será que a humanidade está dignamente preparada para celebrar a Páscoa? Será que não estamos matando Cristo todos os dias nas mais variadas formas? Sim, matamos Cristo a todo o momento: na pessoa que deixamos de ajudar, quando somos indiferentes com os que passam fome de justiça social, nas pessoas que caluniamos, nas fofocas que fazemos, nas vezes que viramos as costas para quem precisa de nós, na nossa falta de coragem para denunciar uma injustiça, toda vez que nos acomodamos. O mundo está cheio de hipócritas, mentes vazias que valorizam o “ter” em detrimento do “ser”. Seres fúteis!
Cristo morreu na cruz para redimir a humanidade. Pregou incessantemente a paz, o respeito, a igualdade, a caridade, o amor ao próximo, mas acima de tudo a humildade. Mas, ignoramos suas lições e preparamos sua ressurreição com festas, pompas, vaidades, esquecendo-nos de preparar o melhor lugar para recebê-Lo: nosso coração. Por isso, Páscoa é tempo de repensar nossa vida, corrigir nossas falhas, buscar alternativas contribuindo para um mundo melhor, mais justo e fraterno, onde as pessoas possam ser amadas, respeitadas e valorizadas.
Somos caminhantes e às vezes erramos, tropeçamos, pecamos, mas este período é uma oportunidade de fazermos uma retrospectiva. Façamos, pois deste tempo de quaresma um tempo de encontro com Deus para que sejamos e façamos os outros felizes. Sejamos diferentes!
0
0
Bem-criadas e mal-educadas. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso23/03/2023 09h45
Há poucos dias deparamos com um assunto nas redes sociais que, embora muitos tenham considerado insignificante, considero relevante sim, devendo ser discutido por se tratar do direito que todo ser humano tem de ser respeitado, independentemente de cor, raça, sexo, idade, classe social.
Refiro-me aqui a falta de respeito à jovem senhora, ingressante de uma universidade, por parte de três jovens acadêmicas mal-educadas, arrogantes, mimadas, as verdadeiras “patricinhas” cujo mundo gira em torno do próprio umbigo. Sentem-se donas do universo, mas não sabem nada da vida. Discutem futilidades, ignoram os problemas e as dificuldades alheias, são alienadas do mundo real. Bem-nascidas, mas malcriadas. Teoricamente abominam o preconceito, mas na vida real praticam o etarismo com uma senhora que por circunstâncias da vida, só aos 45 anos de idade, conseguiu entrar em uma universidade para realização do sonho de juventude.
Talvez essas jovens sejam, como tantas outras: são favoráveis ao aborto, defendem a legalização das drogas, acham normal a igualdade de gênero, apoiam linguagem neutra e tantas outras coisas que corrompem a juventude. Vivem de “status”, mas são desprovidas dos valores morais e éticos, bases de uma sociedade sadia. Sabem tantas coisas desnecessárias, mas não sabem as dificuldades pelas quais tantos passam. Talvez não saibam nem o valor da mensalidade, pois entregam o boleto aos pais, e saem por aí envergonhando-os com atitudes descabidas. Que maravilhoso seria se acolhessem com carinho aquela senhora, provavelmente deslocada no novo mundo, ajudassem-na a minimizar a ansiedade, a timidez, até mesmo o medo do desconhecido. Perderam uma grande oportunidade de praticar algo edificante…. Quanta aprendizagem é possível absorver pela vivência e experiências de uma pessoa madura…. Que bagagem de vida! A vida é a nossa maior escola. Nela somos atores e autores de uma história que passará para as futuras gerações, porque nem um de nós passará pelo mundo sem deixar sua marca.
Casos como esse são comuns hoje nas escolas em todos os níveis. Ainda essa semana circulou um vídeo de estudantes adolescentes presenteando uma professora negra com uma esponja de aço, em alusão aos seus cabelos. Bem-humorada, sorriu e agradeceu deixando-os sem ação. Talvez, magoada por dentro, mas mostrou sua superioridade.
E assim, caminha a educação neste país…. É preciso que os pais, professores e sociedade cobrem postura dessa juventude “bem-criada e mal-educada” que se coloca acima de tudo e de todos porque, a continuar como está, o futuro nos mostrará muitas surpresas.