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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Linguagem Neutra. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso19/01/2023 16h00
É possível que ao expor meu ponto de vista sobre o assunto que dá título a este artigo, eu vá provocar alguma encrenca por divergências de opinião, mas, com base na liberdade de pensamento e expressão, justifico minha contrariedade a este absurdo que estão querendo impor à Língua Portuguesa: uma verdadeira destruição ideológica do idioma.
Vem ganhando espaço debates sobre a inclusão da linguagem neutra nos currículos escolares, no entanto percebe-se resistência por grande parte das comunidades escolares, nas quais me incluo, porque é claro que trará transtornos no ensino e aprendizagem. A criança não conhece outra orientação sexual que não seja o masculino e feminino, e expô-la a algo que foge ao seu entendimento seria um crime. A diversidade da sexualidade, e tantas outras que a vida apresenta, ela terá tempo suficiente para familiarizar-se na sua trajetória de vida. Cada coisa no seu tempo. É preciso respeitar o tempo da criança.
Não é novidade que o ensino da leitura, escrita e interpretação é deficitário em todos os níveis de ensino. As estatísticas de exames têm trazido à tona a carência de conhecimento não só em língua portuguesa, mas em todas as áreas de conhecimento. Se o domínio da língua oficial é deficitário, como propor o uso de uma escrita através de simbolismos estranhos? Na minha opinião é ridículo e desprezível…
Assunto polêmico e que deve preocupar pais, escolas, sociedade como um todo, pois há uma insistência e interferência de ministros do STF querendo também legislar para as escolas. Um absurdo… A educação não é competência da mais corte do país; a eles compete manter a ordem promovendo a harmonia na nação. Aliás, que há muito não fazem… Mas, sob a alegação de que a linguagem neutra assegura o direito à igualdade sem discriminação insistem na implantação desta aberração. É preciso que as instituições educacionais se posicionem e impeçam o pior. A educação dos nossos filhos é sagrada e precisa ser preservada. Não permitamos que fatores alheios interfiram no processo educacional de nossas crianças.
Falaremos mais sobre ao assunto em outro momento, mas sugiro que cada um procure se informar em sua escola, com professores, autoridades educacionais enfim, fique atento e participe dos destinos da sua comunidade escolar.
Enfim, aderir à ideia da linguagem neutra é desconstruir a bela e culta Língua Portuguesa. Se eu pudesse perguntaria aos ministros: é legal em nome da inclusão dos indefinidos, roubar o direito dos definidos que são maioria?
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Resiliência Humana. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso05/01/2023 15h39
Talvez nunca tenhamos escutado tanto a palavra resiliência como nos últimos tempos. E quem sabe, este momento que se inicia um novo ano seja o mais propício para fazermos uma reflexão sobre o tema, uma vez que esta é a época de reavaliarmos as ações que desenvolvemos, para traçarmos novos planos. E nesta autoavaliação nossa consciência dirá se somos ou não resilientes. Se não somos, precisamos desenvolver essa habilidade, possível e necessária a qualquer ser humano nestes tempos de mudanças desenfreadas, independente de faixa etária.
Resiliência é a capacidade de o ser humano enfrentar desafios, pressões, obstáculos, traumas, tragédias e tantas outras situações adversas que surgem todos os dias na vida, mantendo o equilíbrio, encontrando soluções para lidar com os problemas, encarando as dificuldades como passageiras, e sendo flexível para adaptar-se às mudanças. O que passou não pode ser mudado, mas o “aqui e agora” requer de cada um a habilidade de se adaptar a novas situações, buscar alternativas para superar os traumas, pois o tempo não para e ninguém ficará juntando os cacos do outro. A vida continua e dá novas oportunidades, mas está dentro de cada um a força de recomeçar e ser feliz. Ela é cheia de dificuldades, submetendo todos a desafios constantemente: a perda de emprego, uma doença, um acidente, fim de um relacionamento, a morte de um ente querido, um roubo, enfim, de uma forma ou de outra todos são testados sempre, às vezes castigados até, mas tudo precisa ser administrado. Por pior que seja a situação vivida, é preciso passar por cima encarando os fatos e buscando um novo caminho. Fechar um capítulo e começar escrever outro. A vida é um desafio constante para todos, mas se fosse tudo fácil não teria tanto sentido. A beleza do encontro reside exatamente nas lutas pela procura.
Mas, como desenvolver e utilizar a grande virtude chamada resiliência? O primeiro passo para ser resiliente é ser otimista e reescrever a própria história após as adversidades da vida; adaptar-se às mudanças; vislumbrar uma nova realidade; ser flexível e aprender a lidar com os imprevistos do caminho, pois nem sempre o vento é favorável. É preciso olhar o lado positivo da vida minimizando os problemas e maximizando as coisas boas, porque os ciclos não são permanentes, nada é para sempre. Aprenda a manter o autocontrole diante das tempestades da vida exercitando a paciência, controlando suas emoções, mas, acima de tudo, aprenda a se colocar no lugar do outro.
Enfim, viver num mundo onde tudo muda numa velocidade incrível, ser resiliente é uma habilidade indispensável para vencer desafios, melhorando continuamente para adaptar-se às novas situações, sem permitir que os percalços do caminho impeçam a realização dos sonhos. As dificuldades sempre existirão… Mas, viver é preciso e é maravilhoso demais!
Carlos Drumond de Andrade nos dá um perfeito conceito de resiliência: “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”.
*Artigo reeditado
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Natal. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso22/12/2022 14h50
Dezembro comemora-se o aniversário mais importante da humanidade. É tempo de refletir sobre um ser maravilhoso que veio ao mundo para nos deixar as maiores lições de vida, mostrando que é preciso viver a humildade, a caridade, o amor, o respeito, a solidariedade, a união da família… Lições essas tão pouco vivenciadas no momento.
Natal é tempo de celebrar a ternura do passado, o valor do presente e a esperança do futuro, com o mais sincero desejo de ser e fazer o próximo feliz. É hora do “balanço” interior para jogar longe tudo o que representa impedimento de paz, de amor, de fraternidade. É tempo de renascimento, de perdão…
É possível ter um Natal feliz diante de tantas dificuldades que o mundo atravessa? Independentemente do que se passa na sociedade, as pessoas ainda devem ser movidas pelo amor, pela emoção, pela esperança, pela fé e pela certeza de que Cristo veio ao mundo para que o ser humano seja feliz, respeitado e amado.
Grande parte da humanidade mergulha na onda do consumo atendendo apelos midiáticos esquecendo-se que a essência do Natal está em outra dimensão; não a encontramos em loja alguma, não há dinheiro capaz de comprá-la, pois reside dentro de cada um de nós. É a hora de visitar nosso interior e refletirmos se estamos fazendo jus à vida que Deus nos deu. O que temos feito para tornar o mundo melhor? Estamos permitindo nos envolver pelo espírito de fraternidade? É tempo de amar e ser amado, de agradecer o milagre da vida e o dom de ser e ter família. É tempo de solidariedade, de amor, conversas, abraços, doação, enfim de transformar em prática o discurso de paz e fraternidade, de amor e equidade, que mora dentro de cada um, caso contrário o Natal será apenas comercial, mera futilidade. É preciso enxergar o outro além das aparências. Festejar o Natal não significa vestir roupas novas, comprar ricos brinquedos, desfilar carros novos, consumir excesso de guloseimas.
Natal é pura magia com canções de paz, hinos de louvor, doces mensagens, ruas cheias de luz, cores, presentes, confraternizações criando um clima de amor e união. É tempo de viver valores inerentes a todo ser humano. É importante que se aproveite os encantos da data para construir nas crianças as lições de solidariedade: dividir, emprestar, ser generosa, compartilhar, criar o hábito de doar, para que aprendam desde a tenra idade que a doação e preocupação com o próximo são compromissos de todo cristão.
Natal é a prática diária do bem, o envolvimento dos pensamentos e corações em cada gesto, cada atitude. Façamos, pois, que a comemoração não seja apenas no dia do Natal, mas seja o início de uma nova postura frente às necessidades diárias do mundo, redescobrindo o amor ao próximo, indispensável para um mundo novo e melhor.
Que tenhamos todos um santo e abençoado Natal junto aos nossos familiares e que o Menino Deus proteja nosso Planeta!
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Cartilha antirracista. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso15/12/2022 14h38
Enquanto o país passa por uma grave crise política protagonizada por uma eleição cheia de controvérsias, conduzida de forma bastante atípica para atender interesses pessoais, o Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela instalação do problema, ao invés de preocupar-se com a resolução do mesmo, está preocupado em criar uma cartilha banindo palavras do vocabulário brasileiro com a alegação de que são termos ofensivos a pessoas negras e sugere que sejam substituídos por termos não discriminatórios.
Às vezes, eu chego à conclusão de que quanto mais atitudes são tomadas com intuito de diminuir a discriminação, mais realce é dado a ela. Por exemplo, sobre a cota nas universidades, eu, particularmente, vejo-a como um ato discriminatório. Não é a cor da pele que afasta um negro da universidade, mas sim o seu desempenho. Ele tem competência de disputar de igual para igual com qualquer outro cidadão.
Mas, vamos a algumas considerações sobre a tal cartilha intitulada “Expressões Racistas: por que evitá-las”, lançada no último dia 30, por iniciativa da Comissão de Promoção de Igualdade Racial, coordenada pelo corregedor-geral eleitoral Benedito Gonçalves, e pode ser acessada gratuitamente no site do TSE. Lá estão disponíveis todas as explicações, origens dos termos e sugestões de substituição. Para mim, verdadeiros absurdos…. Sugiro que acessem, tirem suas conclusões e, se quiserem, compartilhem suas opiniões comigo. Quem sabe nossas ideais se completam…
Elencarei aqui quarenta expressões que, segundo o TSE, devem ser abolidas do nosso vocabulário. No meu ponto de vista é muita hipocrisia, mas como estamos vivendo uma censura desmedida temos que calar.
São elas : a coisa tá preta – barriga suja – boçal – cabelo ruim – chuta que é macumba – cor de pele – criado-mudo – crioulo – da cor do pecado – denegrir – dia de branco – disputar a negra – esclarecer – escravo – estampa étnica – feito nas coxas – galinha de macumba – humor negro – inhaca – inveja branca lista negra -macumbeiro – magia negra – meia-tigela / de meia-tigela – mercado negro – mulata – mulata tipo exportação – não sou tuas negas – nasceu com um pé na cozinha – nega maluca – negra com traços fino – negra de beleza exótica – negro de alma branca – ovelha negra – preto de alma branca – quando não está preso está armado – samba do crioulo doido – serviço de preto – teta de nega – volta pro mar, oferenda.
Se buscarmos a origem etimológica de cada palavra veremos que na sua maioria nada tem a ver com questões raciais, mas tem gente que gosta de procurar cabelo em ovo. Temos tantas coisas a serem revistas para o bem de todas as raças, no entanto desvia-se a atenção para futilidades. Mas, como diz o velho proverbio: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.