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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Advento. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso08/12/2022 11h29
Foto/Reprodução
É comum na sociedade de modo geral, a começar pela família, o hábito de ao receber uma visita ilustre ter um ritual de preparação para que tudo saia a contento, de forma a não decepcionar o visitante. Da mesma forma uma família grávida se prepara carinhosamente para receber o novo ente. O ato de se preparar para algo muito especial recebe a denominação de advento. Assim, também é o Natal…. As quatro semanas que antecedem a comemoração do nascimento do Menino Deus deve ser um período celebrado intensamente.
As quatro semanas do advento são carregadas de simbologias que muitos cristãos desconhecem. Duas semanas refletem a grandiosidade do nascimento de Jesus e o impacto na vida da humanidade; outras duas levam-nos a uma reflexão sobre Sua vinda quando chegar o fim do mundo.
Dentre as simbologias existe uma coroa confeccionada com ramos verdes, na qual é colocada uma fita vermelha e quatro velas nas cores: verde, vermelha, roxa e branca, que serão acendidas uma a cada domingo, seguindo um ritual pré-estabelecido. No primeiro domingo a vela verde, significando a esperança que a vinda de Jesus nos traz; no segundo a vermelha, que significa o amor de Deus por nós; no terceiro a vela roxa, simbolizando a reflexão que este tempo requer das pessoas, mas com alegria pela vinda de Jesus; no quarto a branca, representando Jesus, a luz que ilumina o mundo, tirando-o da escuridão. A forma circular da coroa simboliza a eternidade e o ramo verde representa a esperança na vida.
Outra curiosidade, eu também não sabia, é sobre a montagem da árvore de natal, um dos mais tradicionais símbolos cristãos relacionados ao nascimento de Jesus, pois representa a vida. Não pode ser aleatória. Pelo ritual a data exata para isso é sempre o primeiro domingo do advento, porém pela tradição, os enfeites na árvore só devem ser colocados a partir do terceiro domingo, quando a Bíblia começa a enfatizar o nascimento de Jesus. O mesmo vale para o presépio: primeiro você coloca a gruta e depois os enfeites e os animaizinhos. Jesus, Maria e José só devem chegar à decoração o mais próximo possível do dia 25 de dezembro. Você sabia disso? Eu não…. Quanto ao desmonte da árvore, a tradição é que seja no dia seis de janeiro, data em que os Reis Magos chegaram a Belém para visitar Jesus.
Sem ignorar as simbologias, a materialização do espírito natalino, o período do advento deve ser um profundo mergulho na espiritualidade…É preciso que façamos deste tempo uma profunda vivência da fé; é tempo de oração, é tempo de reconhecer Jesus em nossos irmãos, consertar nossos caminhos, sair da nossa pobreza interior e estender nosso olhar ao próximo contribuindo para uma existência mais justa e humana.
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Cidadão e cidadania. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso01/12/2022 15h41
Uma eleição bastante conturbada, e me arrisco dizer, a mais vergonhosa perante o mundo, colocou o país numa situação de insegurança e revolta, pela forma como foi conduzida por um judiciário parcial, que com o falso discurso de defesa à democracia, desrespeitou o cidadão ao protagonizar a maior fraude eleitoral vista na história do país e, quem sabe no mundo.
Faço essa introdução para contextualizar os conceitos das palavras que intitulam meus escritos de hoje. Qual o verdadeiro conceito de cidadão? O que é cidadania? Será que todos sabem? Será que exercemos nossos deveres como tal? Será que nossos representantes públicos e a justiça brasileira estão agindo dentro dos princípios cidadãos? Ou estão defendendo interesses escusos? Parece-me que cidadania é algo apenas na teoria, considerando os desmandos e o desrespeito para com o povo e a nação brasileira oriundos da classe política, e agora também daqueles que deveriam zelar pela soberania da pátria: ministros e juízes, nos quais mantínhamos a esperança de justiça.
Conceituando: “cidadão é o indivíduo que participa de forma autônoma e ativa na sociedade, com a adoção de medidas individuais e participação em ações coletivas que contribuem para a construção de um modelo social mais livre e democrático”. O conceito de cidadania está diretamente imbricado ao de cidadão, uma vez que para a efetivação da cidadania de um indivíduo torna-se necessário o exercício dos seus deveres e o respeito aos seus direitos. A verdadeira cidadania está presente no cidadão desde o seu nascimento, pois a partir de então, por lei, lhe é assegurado o direito à vida digna com saúde, segurança, educação, liberdade, trabalho justo. É no seio familiar que se inicia a educação para o exercício da verdadeira cidadania.
Assim, falar de cidadania é falar dos direitos e deveres inerentes a todo indivíduo que vive em sociedade e com ela tem o compromisso de contribuir para seu crescimento, desenvolvimento e bem-estar. O verdadeiro cidadão é aquele que ultrapassa barreiras, desafia o novo, faz com que as coisas aconteçam, promove o crescimento do meio em que vive, age coletivamente consciente de que o mundo real, na maioria das vezes, é bem distante do ideal, mas é a persistência, o comprometimento, a atitude, o espírito cidadão que tem o poder de transformação social.
Refletindo: o que significa para você leitor, esse número expressivo de brasileiros há mais de trinta dias nas ruas clamando por justiça, após uma eleição comprovadamente fraudada? Para mim, são cidadãos corajosos que se colocam em defesa da democracia do país. Verdadeiros heróis que, no exercício da cidadania, põem em jogo o emprego, o sossego, a paz, o conforto de um lar, a companhia de familiares, buscando a construção de uma nova sociedade. Enquanto isso, nós, por comodismo, nos omitimos e fugimos à luta…. Eles merecem todo o nosso respeito e pedido de perdão por nossa omissão. Vencidos ou vencedores passarão para as páginas da história do Brasil! Oxalá como vencedores!
Parabéns, guerreiros! Que Deus cubra vocês de bênçãos.
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A língua é a alma de um povo. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso17/11/2022 15h55
Na semana anterior conversamos aqui sobre a importância do uso correto da língua, pois através dela, falada ou escrita, revelamos nossos pensamentos, nosso nível cultural, nossa capacidade de adaptação, nossa forma de ser e ver o mundo. Dominar o idioma não é apenas uma necessidade, mas um dever cívico de todos. Daí o compromisso e a responsabilidade de todo usuário com o que escreve, tanto com o conteúdo quanto com as normas gramaticais.
Fazendo essa breve introdução quero hoje falar do uso indevido e indiscriminado da língua nas redes sociais. A internet veio para facilitar a vida de todos, pois a comunicação que outrora era de difícil acessibilidade, hoje escancarou as portas para o mundo. As pessoas são informadas pelas mais variadas formas, bastando apenas a habilidade de selecionar o que agrega conhecimentos, levando-nos ao crescimento, e descartando as desinformações que desagregam. E aí reside o grande problema da internet, pois muitos ignoram os limites entre o bem e o mal no seu uso. Mas, não falaremos disso hoje. Ficará para um outro dia. O assunto hoje é o mau uso da língua, onde a ausência das regras gramaticais, os erros ortográficos, a sequência lógica, concordância maculam a bela e culta língua portuguesa.
Já comentei que a língua que falamos, tanto pode nos abrir quanto fechar portas. Todos sabemos que hoje empresas mantém-se atentas às redes sociais, tanto para contratar quanto acompanhar a vida de seus colaboradores lá fora. Ficamos fragilizados quando expomos demasiadamente nossas vidas nas redes sociais, por isso muito cuidado.
Deparamos diariamente com erros absurdos, até mesmo por parte de cidadãos letrados, que erram nos detalhes, o que os torna ridículos. Por isso, resolvi resgatar alguns escritos que tenho e, acrescentando outros, deixar algumas dicas interessantes. Fuja de situações que comprometem seriamente a comunicação.
Hoje vamos explorar o verbo “haver” que coloca os desatentos em maus lençóis diariamente. Quem nunca teve dúvida se usa “nada haver” ou “nada a ver” quando quer determinar a incoerência entre dois objetos, dois assuntos, duas situações diferentes? Lembre-se: o verbo “haver” no sentido de existir, nada tem “a ver” com a forma que vem sendo usado. Exemplificando: “Deve haver preocupação com o uso correto da língua, pois o idioma não tem nada “a ver” com nossa displicência ao escrever”. Entendeu?
Mas, não é apenas nessa situação que o tal verbo complica a vida da gente. Mais gritante ainda é a dúvida “houve” ou “houveram”? O verbo “haver” quando empregado no sentido de existir ou indicando tempo decorrido, é impessoal, portanto, não tem sujeito e é sempre usado no singular. Portanto: “ Houve momentos que quase desisti da caminhada”.
Mais uma cilada do verbo “haver”. Usa-se “Há alguns anos atrás” ou “Alguns anos atrás”? Neste caso o verbo “haver” está indicando tempo decorrido (Faz alguns anos) e não admite o uso do advérbio “atrás”. Então, escreve-se: “Há alguns anos” ou somente “Alguns anos atrás”.
É bom lembrar também “há” ou “a” como expressão de tempo. “Há” indica passado e “A” indica futuro ou distância: “Cheguei há alguns minutos, mas partirei daqui a pouco”.
Fica a dica: “Use e abuse do idioma; ele é nosso. Mas, faça-o com responsabilidade e respeito para ganhar credibilidade do mundo que te cerca”.
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Ler … Pensar… Escrever. Por Ana Maria Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso10/11/2022 19h45
Em toda minha trajetória profissional, como professora de Língua Portuguesa, sempre encarei o grande desafio de, no primeiro dia de aula, ouvir dos acadêmicos, um tanto tímidos, a impactante frase: “odeio Português, professora, mas nada contra a senhora”! E a queixa sempre a mesma: são as regras e convenções que a língua impõe, como qualquer outra.
Preocupada, mas convicta do meu compromisso como mediadora de conhecimentos, juntava-se a responsabilidade de despertar o gosto e o interesse pelo aprendizado da língua, nosso grande patrimônio. Primeiro grande desafio é conscientização de que quando falamos, revelamos mais do que o nosso pensamento; revelamos também quem somos socialmente, isto é, nosso nível cultural, nossa posição social, nossa capacidade de nos adaptar em certas situações, nossa timidez, enfim, nossa forma de ser e de ver o mundo. Por isso, a língua que falamos, tanto pode nos abrir quanto fechar portas. É preciso ter comprometimento com o que escrevemos, tanto com o conteúdo quanto com as normas gramaticais. Praticar o português correto em qualquer situação não é apenas um compromisso, mas uma necessidade, pois tudo em nossa vida envolve comunicação, tanto oral quanto escrita. A língua se aprende moldando-a corretamente ao nosso cotidiano.
Mas, qual o melhor caminho para isso? Só há uma resposta: LEITURA.
A leitura é o caminho para aprimorar a comunicação. Ler é fundamental para o ato escrever, porque para dominar a escrita precisa-se antes saber ler e pensar. Pensamos, registramos nossos pensamentos por meio da escrita e interpretamos a escrita pela leitura. Assim, a leitura enriquece nosso vocabulário, dá-nos poder de argumentação, clareza e eficiência na exposição das ideias. E aqui quero registrar uma frase, pela qual sou apaixonada, e que sempre usei para iniciar minhas aulas: “escrever é vestir os pensamentos com a roupagem das palavras facilitando o acesso de outros indivíduos às suas ideias”.
Portanto, tenha um livro sempre ao seu alcance… Leia também textos na internet, revistas, notícias etc. Leia algo todos os dias, nem que seja uma página apenas. Habitue-se a consultar o dicionário sempre que deparar com um vocábulo novo. Houve uma época (antes da chegada da internet) que eu orientava meus alunos enfatizando que em cada casa e em cada sala de aula de aula, na mesa do professor, um dicionário era material obrigatório. Tente aprender pelo menos uma palavra nova por dia, converse com pessoas diferentes, escreva todos os dias, faça palavras cruzadas, instale jogos de palavras no seu celular, use sinônimos para evitar ser repetitivo, leia e releia o que escreve antes de publicar. Pense e repense antes de falar, de se expor publicamente para evitar o ridículo.
Lembre-se: “a preguiça mental e a falta do hábito de leitura são os males da comunicação”.