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Ana Maria Dalsasso Educação
É Professora de Comunicação. Formada em LETRAS – Português/Inglês e respectivas Literaturas, Pós-graduada em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de SC - UFSC, cursou a primeira parte do Doutorado em Educação pela Universidade de Jáen na Espanha, porém não concluiu. Atua na área da Educação há mais de quarenta anos. Em sua trajetória profissional, além de ministrar aulas, exerceu a função de Diretora de Escola Pública, Coordenadora Pedagógica da Escola Barriga Verde, Pró-Reitora de Ensino de Graduação do UNIBAVE/ Orleans. Dedica parte de seu tempo livre com trabalhos de Assistência Social e Educacional, foi membro do Lions Clube Internacional por longos anos, hoje faz parte da AMHO – Amigos do Hospital, além de outros trabalhos voluntários na comunidade e seu entorno. Revisora de trabalhos acadêmicos: Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado.
Professor e criança no contexto social. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso14/10/2024 14h24
Foto: iStock/Divulgação/
Outubro é um mês repleto de comemorações, sendo duas de extrema importância por estarem interligadas e representarem o alicerce da sociedade: a Criança e o Professor. De um lado um ser em formação com o compromisso de gerir o futuro da sociedade; do outro, um profissional com a responsabilidade de capacitar todos os outros profissionais para a construção de um mundo mais feliz e esclarecido.
A criança, o maior patrimônio da família, busca na escola seu crescimento intelectual e pessoal tendo o professor como referência na construção de sua autonomia e liberdade; ao professor cabe o compromisso de fazer a transição da criança para o mundo orientando, mediando, motivando, fazendo a gestão da aprendizagem de forma prazerosa e transformadora. À família cabe a responsabilidade de prepará-la para a inserção na sociedade, pois é na infância que começa a preparação do seu caráter. Com sua ida à escola desde a tenra idade, ao professor cabe a extrema responsabilidade de, em parceria com a família, conduzir as ações para a formação do cidadão integral, uma vez que os sete primeiros anos de vida são os mais decisivos na formação do caráter. É essa a melhor fase para despertar na criança a responsabilidade social. É aqui que se começa a formar o cidadão comprometido com o mundo que o cerca.
O professor deve ser a maior fonte de conhecimentos dentre todas as profissões, porque tem o poder de formação da sociedade. Ele induz o aluno ao raciocínio integrando-o ativamente na sociedade. A ele cabe o compromisso de gerar sonhos nas mentes de seus educandos, despertando neles o interesse para concretizá-los. Para isso, é preciso ir além dos conteúdos, levando o estudante a questionar, inovar, a desenvolver e a procurar respostas para as perguntas que o mundo traz. É urgente que se formem seres humanos inovadores e criativos dispostos a colaborar para um mundo melhor. A influência de um professor vai muito além dos muros da escola… Ultrapassa barreiras inenarráveis.
A criança é a prolongação da espécie humana. Ela é a forma como o ser humano começa a fazer parte da sociedade, por isso a importância de bem formá-la, caso contrário serão problemas no meio em que estarão inseridas. Uma boa educação infantil não se faz só pensando no futuro da criança, mas sim no futuro do país. E a condução desse processo é compromisso da família e do professor. Vive-se momentos conturbados na sociedade: valores morais e éticos enfraquecidos, uma luta incessante na busca do ter em detrimento do ser, famílias desestruturadas, vícios, rancor, libertinagem, ausência de fé, egoísmo, tragédias planejadas… O mundo está caminhando na contramão da paz.
Diante do exposto questiona-se: PROFESSOR, será que você está cumprindo sua missão com integridade? Tem consciência da grandiosidade da missão que exerce? Faz valer cada minuto passado ao lado das crianças? Lembre-se: cada aluno é um terreno fértil, preparado, pronto para receber a semeadura e frutificar, mas tudo precisa ser feito com muito amor, cuidado, responsabilidade. E vocês PAIS, que valores acrescentam à vida de seus filhos no dia a dia deles? Vocês são parceiros da escola ou nem sabem quem o professor deles? Tiram tempo para conversar com eles? Arranquem-nos do celular, da televisão e vivam momentos inesquecíveis. Lembrem-se: o tempo passa muito rápido e vocês se arrependerão pelos momentos não vividos com suas crianças.
Registro aqui meus cumprimentos a todos os PROFESSORES pela passagem de seu dia, lembrando-lhes que a matéria-prima do seu trabalho é o maior presente de Deus e deve ser trabalhada com esmero. Aos PAIS que curtam seus filhos, não só no dia da criança, lembrando que não precisamos dar a eles tudo o que querem, mas sempre devemos dar o que consideramos conveniente para torná-los seres humanos felizes e responsáveis.
PARABÉNS A TODOS OS PROFESSORES E CRIANÇAS DE NOSSO BRASIL!
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A dor da perda da mãe. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso01/10/2024 17h41
Meu espaço hoje será para compartilhar as palavras da adolescente Maria Letícia, 14 anos, no sepultamento de sua mãe, uma jovem de 38 anos que, em três meses, perdeu a batalha contra um câncer. Com maturidade e equilíbrio emocional surpreendente, a menina levou aos prantos um grande número de pessoas presentes ao velório, inclusive eu.
Passados já alguns dias, pedi a Maria Letícia permissão para publicar suas palavras. Ela gentilmente concordou. Abaixo, com as devidas correções gramaticais, o depoimento segue na íntegra, com o título por ela dado.
“PARA SEMPRE MINHA ESTRELINHA”
“Mãe, antes de você partir sua última frase para mim foi: “filha, não culpe Deus, não fique brava com Ele, e nem perca essa fé linda que você tem”.
Hoje eu entendo que um pai sempre quer o melhor para sua filha, e o nosso Pai a quis perto Dele. Tirou a dor e o sofrimento que há três meses a incomodava. Deus levou minha mãe porque há muito tempo os céus esperavam o retorno de um dos seus anjos mais belos. Seus braços agora são asas que, tenho certeza, me confortarão nos momentos de sofrimento e seu coração uma linda estrela, a mais brilhante de todas as noites. É assim que eu a imagino quando olhar para os céus com o coração apertado de saudades, mas também com orgulho de ter tido você como mãe.
Mãe, pedir para você ficar seria egoísmo de minha parte, pois o sofrimento pelo qual passavas era uma cruz tão pesada que você não estava mais conseguindo carregar. Tanto a dor física, quanto a dor de não poder estar junto das pessoas que amava. Sei que estarás me olhando lá do céu e eu estarei aqui fazendo de tudo para que você sinta orgulho de mim.
Este não é um adeus para sempre, mãe. É apenas um “até já”. Temporariamente deixaremos de nos ver, de nos falar, mas dentro de meu coração sua voz jamais deixará de ser ouvida. Mesmo longe sempre sentirei seus braços de amor em um intenso abraço, como sempre me davas, e às vezes de tanta “gana” me davas várias mordidas e beliscões.
Mãe, pode ficar tranquila que nunca deixarei só o nosso “picareta” (irmãozinho). Prometo cuidar dele com todo carinho e dedicação que você sempre demonstrou por nós. Sua memória será como um tesouro que guardarei no mais profundo do meu coração. Você foi mais que uma mãe. Foi inspiração, exemplo de amor e bondade.
Querida mãe, espero de coração que você tenha vivido uma vida feliz e sem arrependimentos. Com certeza irei sentir saudades suas todos os dias, e não importa o tempo que passar, sua ausência sempre me trará saudades. Sabe mãe, sempre vai doer, mas o tempo cura e Deus também.
Nossas brigas não eram frequentes, mas às vezes aconteciam. Agora percebo que era apenas resultado do amor intenso que compartilhávamos. Eu costumava pegar suas roupas, não apenas porque queria me sentir mais próxima de você, mas também porque tinham seu cheiro, o seu toque. Hoje essas roupas serão tesouros que guardarei com carinho.
Mãe, acho que aquela sua frase que brincávamos “eu acho que não vou viver o bastante para ver você com um namoradinho”, hoje tem um sentido diferente. Queria ter você na minha festa de 15 anos para comemorarmos a minha vida e a sua. Já tinha até preparado uma homenagem pra ti, mas acho que Deus não quis que escutasses. Queria você aqui na minha formatura, afinal este é o último ano do ensino fundamental. E agora, quem vai fazer minha maquiagem, escolher minha roupa?
Queria tanto você no meu casamento, quando eu crescesse, para eu te contar sobre os filhos que queria ter, os quais você falava que iria estragar e com eles gastaria toda sua aposentadoria. Queria tanto você aqui para “maratonarmos”, para conversar sobre um menino que achei bonitinho, ou fofocas de pessoas que você nem conhece.
Mãe, me dói tanto saber que não sentirei mais teu cheirinho, teu toque, teu carinho; me dói pensar que poderei esquecer tua voz; me dói não escutar mais aquela sua gostosa risada, a mais bela do mundo. Às vezes nem tinha piada ou motivos para rir, mas você sorria, dava gargalhadas. Dói tanto saber que seu último “eu te amo” foi de longe; dói tanto saber que fiz tão pouco para te ajudar quando estavas doente; dói demais pensar que às vezes não fui a filha perfeita para você. Me dói tanto, tantas coisas…
Te amo para sempre minha estrelinha, a mais linda e brilhante. Agora enfrentaremos a vida sem sua presença física, mas saiba que sua luz continuará a brilhar em nossas vidas: na minha, do meu irmão, de teu esposo, de suas amigas, e de seus queridos alunos. Você era muito amada por todos.
Com amor eterno, sua filha Maria Leticia.”
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Respeito ao Hino Nacional. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso16/09/2024 14h00
Foto/Ilustrativa
Já se passaram alguns dias, mas sempre é oportuno refletir sobre o assunto, do infortunado evento político onde, por ousadia, o Hino Nacional Brasileiro foi cantado na chamada “linguagem neutra”, o grande absurdo que estão querendo impor à Língua Portuguesa, uma verdadeira destruição ideológica do idioma porém, o mais grave ainda, foi o desrespeito a um símbolo nacional legalmente protegido.
Nossa língua, como várias outras, teve origem no Latim. E, é do Latim “omnes” ou “omnis” que veio a palavra “todos’’. É uma palavra masculina, mas usada como gênero neutro em diversas situações, principalmente quando se refere a grupos mistos ou a coletivos. Esse uso tem raízes históricas e reflete como as sociedades se organizavam. Na linguagem formal o masculino era visto como gênero “padrão” ou “neutro”, enquanto o feminino era usado para referir-se especificamente a mulheres ou coisas do gênero feminino. Quando se diz “todos”, está se utilizando uma forma masculina que, em contextos coletivos, tornou-se uma referência para ambos os sexos. Assim sendo, saudar grupos mistos com “todos e todas” é redundante; usar “todes” é imbecilidade.
Cantar o hino em linguagem neutra foi um deboche para com um símbolo nacional legalmente protegido, respaldado em leis que garantem sua preservação , respeito e reconhecimento como parte integrante da identidade nacional brasileira. Mudar a letra e a melodia do hino foi uma clara demonstração da falta de conhecimento das leis que preservam os símbolos nacionais. A Lei nº 5.700 de setembro de 1971 dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais: a Bandeira, o Hino, as Armas e o Selo, estando sujeito a multas o desrespeito aos preceitos legais.
Quanto ao Hino Nacional, “em qualquer hipótese, deverá ser executado integralmente e todos os presentes devem ter atitude de respeito”. A norma determina que não haja alterações na letra ou na melodia, nem execução de quaisquer arranjos vocais do hino, sob pena de multa.
O hino de um país é o elemento de identidade nacional e estabelece sua relevância como parte integrante do patrimônio cultural e simbólico, pois representa a identidade coletiva, os valores e a história do país. E agora nos perguntamos: onde estão os guardiães dos símbolos nacionais que nada fizeram diante do ridículo?
É urgente que se resgate todos os hinos brasileiros para reavivar o patriotismo na sociedade. É preciso que as pessoas saibam que cada hino traz consigo a representação de um momento histórico, e é compromisso de todos conhecermos a história da pátria que nos abraça. À escola cabe o compromisso de torná-lo presença constante, adequando seus planejamentos com a inclusão do momento cívico semanal para resgatar o respeito aos símbolos como identidade nacional. Há muito as escolas deixaram de cumprir seu compromisso…
Quanto à linguagem neutra, sob a alegação de que assegura o direito à igualdade sem discriminação, é uma bandeira puramente ideológica que, na prática, não beneficia ninguém. Toda essa discussão foge do essencial que é aprendermos a respeitar TODAS as pessoas, sejam binárias ou não binárias. Se fizermos uso dessa linguagem sem a devida consideração que TODO ser humano merece, não passará de “lacração” que é o que vem acontecendo… O que importa é o respeito pelas pessoas, no sentido de que cada um é livre nas suas preferências afetivas. Todos, sem distinção, fazemos parte da natureza. Todos engloba tudo.
Enfim, aderir à ideia da linguagem neutra é desconstruir a bela e culta Língua Portuguesa. Se eu pudesse perguntaria aos adeptos: é legal em nome da inclusão dos indefinidos, roubar o direito dos definidos que são maioria? Vamos manter a Língua Portuguesa fora dessas questões. Não são palavras que mudam, são ações.
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Família. Por Ana Dalsasso
Por Ana Maria Dalsasso02/09/2024 14h00
Estamos iniciando setembro e retomo meu espaço falando de um tema muito especial, merecedor de nossa atenção e avaliação por se tratar da instituição social mais relevante, porém relegada em função da inversão de valores impostos por um mundo que se afasta cada dia mais dos princípios cristãos: a FAMILIA.
A família é a base da sociedade, desempenhando um papel crucial na formação do indivíduo e na construção de laços sociais. Desde os primórdios da civilização tem sido o núcleo onde se estabelecem valores, saberes são transmitidos e relações afetivas cultivadas. Neste contexto, é imprescindível analisar o seu valor na sociedade contemporânea em constante mudança, considerando suas funções, desafios e a importância de sua preservação.
A família sendo um projeto de Deus nela estão impressas as marcas, as pegadas Dele. No entanto, tais marcas tendem a ser sufocadas, pois estamos vivendo tempos de confusão em que o mal se dissemina com o único objetivo: destruir a família, porque destruindo-a, destrói-se a sociedade. De acordo com os ensinamentos bíblicos, é na família que se travará a última batalha nos tempos finais. Destruindo-a, o projeto de Deus perde sentido. E o que estamos vivenciando é uma clara indicação disso. Precisamos propagar que o modelo de família que hoje se impõe são verdadeiras montagens. Precisamos agir para que o caos seja evitado.
Será que queremos viver o modelo de família que o mundo está ensinando, o que as novelas estão mostrando, o que as músicas estão induzindo? Diariamente entram em nossos lares os piores inimigos da família: drogas, prostituição, violência, desamor, desgraça, traição, tudo por meio de novelas, programas indecentes, notícias escandalosas, enfoque ao que não presta, com o intuito de poluir a cabeça de nossos filhos, e com isso vai se estabelecendo a degradação dos laços familiares. O apelo midiático é incansável e tentador, mas precisamos educar nossos filhos para a visão crítica e seletiva sobre tudo que povoa as mídias sociais. Não é tudo igual como tentam convencer. As propostas são bem diferentes, e gradativamente a família vem perdendo sua unidade e dignidade, acarretando a dissolução dos costumes. E tudo vai virando uma confusão.
Hoje se ensina o casamento fechado à fecundidade, à vida. Casais optam a serem pais de pets a ter uma criança, a qual exigiria renúncia, dedicação, responsabilidade. Esquecem-se que filhos são projetos de Deus. Temos também o aborto, já legalizado em alguns países, e talvez breve aqui, em qualquer fase da gestação, como uma livre opção, defendido como “liberdade reprodutiva” da mulher. Que liberdade é essa? E a vida do bebê não conta? Aborto não é opção, porque uma vez concebida a vida, quem a tira comete homicídio.
Há um movimento organizado ocupando todos os espaços, inclusive nas escolas, para a desestabilização da família: a chamada ideologia de gênero. Em nome da promoção da “igualdade entre os seres humanos”, nossos filhos estão sendo expostos aos mais ridículos exemplos de libertinagem. Não sou preconceituosa, mas não concordo com a forma degradante pela qual se expõe o homossexualismo numa tentativa de impor a todo custo uma ideologia. Devemos respeito sim, mas não somos obrigados a aceitar. Cada um faz do seu corpo o que quiser, mas a família não é obrigada a ficar atrelada aos valores inversos de uma sociedade doente.
O amor está ficando ausente do coração das pessoas, filhos perdendo o respeito com os pais, casais se traindo indistintamente, muitos lares se desfazendo, outros sendo constituídos aleatoriamente, pais descompromissados, maus exemplos influenciando na educação dos filhos. A sociedade está adoecendo emocional, psicológica e espiritualmente pelas escolhas infelizes que está fazendo. É preciso buscar sustentação em Deus, nossa base, o alicerce da família.
Diante do exposto, é possível afirmar que na família reside a base para a formação de qualquer indivíduo, pois é onde se aprende a conviver e interagir com o mundo. Por mais que o mundo evolua, a família foi, é e sempre será o núcleo da sociedade sobre a qual exerce papel determinante devendo ser preservada a qualquer custo, cumprindo assim o propósito de Deus.