28/04/2021  às 17hs49 - Atualizado em 28/04/2021  às 22hs38

Polícia

Polícia Civil elucida latrocínio de professor em Cocal do Sul

Autor do crime tem 36 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira, dia 28 natural do Rio Grande do Sul, já possui extensa ficha policial.


Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


Autor de latrocínio com iniciais D. F. de O., de 36 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira, dia 28, em residência em Cocal do Sul. A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia do município no dia 14 de abril, tomou conhecimento que Helio Antonio Pizzolo, 66 anos, foi encontrado sem vida, no interior da sua residência , situada na Rua João Scarpatto, bairro São João. Sendo constatado que alguns objetos estavam fora do lugar, outros não teriam sido encontrados, como um micro-ondas, um televisor, sendo que o telefone celular havia desaparecido e a carteira pessoal estava sem dinheiro.


Conforme o laudo pericial, a morte da vítima ocorreu por choque hemorrágico face perfuração da artéria carótida comum direita, decorrente de golpe com uma arma branca na base do pescoço, à direita, razão pela qual foi instaurado o competente inquérito policial acima citado.


No laudo pericial citado, a vítima teria ido a óbito entre o dia 10 e o dia 12 de abril do corrente ano. Pelas investigações, pode-se perceber onde estavam os objetos subtraídos, que a vítima poderia ter entrado em luta corporal com o agressor e não haviam portas arrombadas. De acordo com a foto da mesa da cozinha, pelo menos duas pessoas estiveram sentadas conversando e se alimentando no local, indicativo que a vítima conhecia o agressor e nele confiava.


Assim, foram buscadas câmeras de monitoramento nas imediações e locais próximos, constando-se que no dia 10 de abril, ao que tudo indica data em que teria ocorrido a morte, Helio, estava na companhia de D. F. de O., não só na manhã do dia 10 de abril, mas foi até a casa da vítima e ficou até por volta de 18:00 horas, retornando na residência por volta de 19:47 horas e saído, novamente, por volta de 20:47 horas.


D., natural do Rio Grande do Sul, possui extensa ficha policial, com passagens por roubos (um qualificado por resultar lesão corporal grave), furtos, lesões corporais, homicídio, formação de quadrilha, entre outros. Já em Santa Catarina, D. possui passagens por ameaça, estelionato, lesões corporais e furtos.


Tudo isso demonstrou que se tratava de indivíduo dotado de alta periculosidade. Mas não é só o fato de suas passagens policiais e estar com a vítima pouco antes da morte dela que indicam a possível autoria do latrocínio. O investigado, no próprio, dia 10 vendeu para um cidadão o micro-ondas, que segundo ele teria sido recebido de Hélio pelo pagamento de um serviço prestado, sendo que pelas medidas, o eletrodoméstico cabe no local de onde restou subtraído, importante citar que quando foi, no dia 15 de abril, indagado sobre a morte do professor Helio, por populares, D. ficou branco e pálido, sendo que depois daquele dia evadiu-se, não fazendo contato com mais ninguém.


Diante dos elementos de prova, no dia 21 de abril de 2021, uma semana após o crime, foi requerida a prisão do investigado, sendo imediatamente deferida pelo Exmo. Dr. Roque Lopedote, Juiz de Urussanga, com aval do Ministério Público, através do Exmo. Dr. Elias Albino de Medeiros Sobrinho, instituições essenciais para combate ao crime.


No início da tarde de hoje D. foi preso temporariamente. Em interrogatório ele disse que havia sido contratado pela vítima para fazer serviços na residência, estipulando um valor e o prazo para conclusão do serviço, que seria de sete dias. Como D. terminou antes, cobrou o valor e Helio disse que não iria pagar o valor total. Segundo D., Helio disse para ele sair da casa em cinco segundos, caso contrário não iria mais sair. Na sequência D. disse que Hélio acertou uma facada na sua mão, quando entraram em luta corporal, tendo D. desferido nas facadas no pescoço de Hélio.


D. afirmou que no dia 10 levou o aparelho de telefone celular e no dia seguinte voltou para buscar um forno elétrico, um micro-ondas, um televisor e um aparador de cerca viva, para “levantar um dinheiro” para voltar para o Rio Grande do Sul.


O inquérito será concluído tão logo cheguem os exames periciais, sendo que será representada pela prisão preventiva.


A investigação ficou a cargo das agentes de Polícia Civil Andréa Lopes e Franciellen Cândido, com o apoio dos delegados Ulisses Gabriel e Antônio Marcio Campos Neves. Eles concederam uma coletiva na tarde desta quarta-feira, dia 28 na delegacia de Polícia Civil de Cocal do Sul. Confira neste link!


28/04/2021  às 17hs49
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